A Força Aérea americana bombardeou um campo de treino do Estado Islâmico na Líbia, esta sexta-feira, eliminando mais de 30 militantes jihadistas, entre os quais um oficial que estaria ligado aos atentados na Tunísia que ocorreram no ano passado, escreve o New York Times.

A intervenção teria mesmo como alvo este oficial, que estaria neste campo junto à cidade de Sabratha, que se situa a 60 quilómetros da capital, Tripoli. Citando uma fonte ocidental, sob anonimato, o mesmo jornal dá conta que a maioria das vítimas seria tunisina.

A mesma fonte garante que os serviços secretos tentam agora confirmar se Noureddine Chouchane foi morto durante o ataque, explicando igualmente que o tunisino seria um importante militante ligado ao Estado Islâmico e que esteve envolvido no atentado ao Museu Nacional Bardo, em Tunis, que vitimou 22 pessoas, e a outro, num resort turístico em Sousse, onde 38 pessoas, na sua maioria turistas, foram mortas.

À Agência Reuters, um porta-voz do Comando do Pentágono em África confirmou as notícias revelando que neste momento realiza-se uma “avaliação aos resultados da operação”.

Também Hussein al-Thwadi, autarca da cidade de Sabratha, afirmou que os aviões atingiram vários edifícios numa zona onde vários trabalhadores estrangeiros habitam. Para além disso, diz que 41 pessoas morreram e outras seis ficaram feridas. No entanto, este número não foi ainda confirmado oficialmente.