O banco liderado pelo português António Horta Osório vai pagar dividendos aos acionistas no valor de 2,5 mil milhões de euros, quatro vezes mais do que o valor pago no ano anterior (o ano em que o Lloyds Bank voltou aos dividendos – não o fazia desde 2008).

A novidade chegou com a apresentação dos resultados relativos a 2015 e as ações do banco já subiram 9,45% entre o fecho de sessão de quarta-feira e as 11h45 da manhã desta quinta-feira. Na segunda-feira, já tinha sido notícia que Horta Osório iria receber um milhão de euros pela performance que teve à frente do banco (para saber o que fez para merecê-lo, leia aqui).

No início de 2015, entrámos em força com a nova fase da nossa estratégia e obtivemos um desempenho financeiro robusto, que nos permitiu aumentar os dividendos. O nosso modelo de negócio diferenciado, e focado na banca de retalho e comercial do Reino Unido, com a nossa força financeira, liderança de custos e foco em níveis reduzidos de risco posicionaram-nos bem em relação à incerteza que se vive atualmente no mercado”, afirmou Horta Osório, em comunicado.

Os lucros do banco – que foi resgatado pelo Governo britânico em 2009 – subiram 5% no último ano, atingindo 10,3 mil milhões de euros. Os lucros antes de impostos atingiram 2 mil milhões de euros e os créditos a pequenas empresas (um dos focos da nova estratégia de Horta Osório) cresceram outros 5%.

Uma das estratégias lançadas pelo gestor português para diminuir os custos do Lloyds foi a digital, com um enfoque na automatização dos serviços. Em 2015, o banco conseguiu aumenta a base de utilizadores online ativos em 11%, para 11,5 milhões de utilizadores, com os utilizadores móveis a subirem 27% para 6,6 milhões.

O Estado ainda detém uma parcela de 9% na instituição, cuja venda estava anunciada para a primavera de 2016, mas que foi, entretanto, adiada devido à “turbulência” dos mercados financeiros.