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Duas mulheres aventuram-se na cidade de Raqqa, quartel general do Daesh

Duas mulheres sírias filmaram com uma câmara oculta a cidade de Raqqa, cidade que serve de quartel ao autoproclamado Estado Islâmico, onde foi imposta a xaria.

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Raqqa ficou sob o domínio do Daesh em 2014.

Getty Images

Raqqa ficou sob o domínio do Daesh em 2014.

Getty Images

Duas mulheres sírias divulgaram um vídeo captado por uma câmara oculta, em que mostram o interior da cidade de Raqqa, tomada de assalto pelo Daesh em 2014. O vídeo mostra como se vive na cidade dominada pelo grupo extremista islâmico e foi gravado no inverno, segundo a CNN.

As duas mulheres, vestidas de preto e a envergar burcas, filmaram momentos quotidianos, como ir às compras, apanhar um táxi ou passear nos bairros da cidade. O vídeo mostra uma cidade que vive sobre a xaria – sistema legal baseado na lei islâmica -, com todas as mulheres a terem de tapar a cara em todos os momentos e com os direitos restritos. O vídeo foi encomendado pela televisão sueca Expressen TV, colaboradora da CNN.

O vídeo mostra mulheres a andar na rua e depois uma situação em que as duas mulheres se dirigem a uma loja onde encontram produtos para pintar o cabelo, mas com a cara das modelos riscada com marcador preto. Quando questionado sobre a razão, o vendedor afirma que as mulheres estão a utilizar um nikab – o lenço que serve para tapar o rosto.

Durante uma viagem de táxi, as mulheres põem o condutor a explicar como uma mulher não pode andar sozinha na rua, correndo o risco de ser punida. A punição estende-se também ao taxista que aceitar transportar a mulher.

As duas mulheres capturaram ainda um homicídio numa praça pública de um presumível soldado. Embora o vídeo não mostre estas imagens, uma das enviadas da televisão sueca explicou que o homem estava sentado no chão e que quatro ou cinco carrascos se alinharam frente a ele. Segundo a testemunha, cada um disparou cerca de cinco tiros, acabando por decapitar o jovem.

A reportagem da CNN termina com as duas mulheres a revelarem que esperavam um dia poderem tirar o nikab e viverem em liberdade.

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