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Aumento dos glúteos: o fenómeno não é exclusivo das Kardashian

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O fenómeno dos implantes nas nádegas já não é exclusivo das celebridades. Das próteses aos preenchimentos, o "rabo empinado" veio para ficar e já é procurado em Portugal.

No Brasil terão sido realizadas, só em 2014, mais de 50 mil cirurgias de aumento de glúteos.

Wavebreakmedia/iStock

Os implantes e os aumentos corporais não acabam no peito. Sinal máximo da obsessão atual com o rabo, há quem aumente as nádegas — e não, não é só Kim Kardashian. As cantoras Amber Rose, Nicki Minaj, Iggy Azalea, a atriz portuguesa Rita Pereira, e mesmo outras irmãs Kardashians como Khloé ou Kylie Jenner têm em comum já terem sido alvo de rumores de que teriam aumentado os glúteos, rumores esses entretanto desmentidos por umas e confirmados por outras. A contrapor aos nomes sonantes, há números reais: a Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPC) contabilizou, em 2015, mais de 21 mil intervenções de aumento de glúteos, entre enxertos de gordura, elevação e implantes de nádegas. Em 2014, o número foi de cerca de 19 mil.

No mês passado, a passagem de uma participante pelo Big Brother Brasil com um “bumbum” aumentado, trouxe o tema à revista Marie Claire que diz que, em 2014, mais de 50 mil cirurgias de aumento de glúteos foram realizadas no Brasil — mais do dobro das realizadas nos Estados Unidos da América. A ASPC refere o rápido crescimento destas cirurgias durante os últimos anos, tendo sido criado já um apelido para o fenómeno: “bottoms up”, qualquer coisa como “rabo empinado”.

NEW YORK, NY - MAY 04: Kim Kardashian West (L) and Kanye West attend the "China: Through The Looking Glass" Costume Institute Benefit Gala at the Metropolitan Museum of Art on May 4, 2015 in New York City. (Photo by Dimitrios Kambouris/Getty Images) *** Local Caption *** Kim Kardashian West; Kanye West

Kim Kardashian, um dos exemplos mais evidentes do “bottoms up”. Foto: Dimitrios Kambouris/Getty Images

E o que se passa em Portugal?

Mais do que um fenómeno exclusivamente internacional ou das celebridades, os aumentos de glúteos também estão a ser cada vez mais procurados em Portugal. Em declarações ao Observador, Carla Ferreira, diretora da Clínica MyMoment em Lisboa, diz que tem assistido a uma grande procura destas cirurgias por parte de mulheres africanas — tradicionalmente com esta zona do corpo mais desenvolvida — e inclusivamente por homens.

Carla Ferreira alerta para os problemas de imagem corporal que não estão só associados a quem tem excesso de peso mas também a quem já tentou outras formas de modelar o corpo, como com exercícios e tratamentos, e não conseguiu resultados. Os aumentos de glúteos entram aqui como uma forma de melhorar o bem-estar pessoal interior e exterior — de homens e mulheres.

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O antes e depois de uma gluteoplastia de aumento com aplicação de macrolane nas coxas e gémeos. Imagem cedida pela clínica MyMoment.

Cirurgia ou preenchimentos?

Os preços destas intervenções variam. Uma cirurgia de aumento pode rondar os cinco mil euros e os preenchimentos de glúteos entre os dois mil e os quatro mil, dependendo do volume pretendido. David Rasteiro, cirurgião plástico, diz ao Observador que tem feito, em primeiro lugar, muitas cirurgias lipofilling de glúteos, depois aplicações de preenchimentos e, por último, próteses. E explica-nos cada uma delas:

  • O lipofilling consiste em retirar excesso de gordura de outras partes do corpo (geralmente abdómen e pernas) e injetá-la nas nádegas. É uma forma de reaproveitar a própria gordura do corpo, aplicá-la nas zonas onde se quer e que cria um resultado mais natural.
  • Os preenchimentos de glúteos funcionam como os preenchimentos de ácido hialurónico e são uma forma não invasiva, sem cortes e sem dor associada. É injetado um produto, o macrolane, nos glúteos e, após a sua aplicação, pode-se voltar à vida normal sem qualquer período de recuperação. Os preenchimentos de macrolane duram cerca de 18 a 24 meses e, depois, o volume reduz e é preciso voltar a aplicar.
  • A cirurgia plástica, chamada de gluteoplastia, é um procedimento definitivo onde é colocada uma prótese de silicone (como no peito). Tem a vantagem de não haver necessidade de voltar a aplicar, como nos preenchimentos, mas, por outro lado, tal como todas as cirurgias implica uma preparação cuidada e um período de recuperação de algumas semanas antes de se voltar à vida normal: restrições na prática de desporto, cuidados com a cicatriz, uso de uma cinta modeladora para que as próteses não saiam do lugar, cautela com as posições do corpo a dormir, entre outros cuidados. Os resultados definitivos são percetíveis ao fim de quatro a seis meses.

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