Depois de ter sido apresentado à imprensa mundial no Consumer Electronics Show de Las Vegas – a reputada exposição de material electrónico e novas tecnologias –, o BUDD-e rumou à China, onde a Volkswagen procura convencer os condutores locais acerca das vantagens associadas aos veículos eléctricos. Curiosamente, esta tarefa é duplamente fácil junto dos consumidores chineses, pois não só não têm tão enraizada a utilização de motores convencionais – até há bem pouco tempo o número de veículos por habitante era ridiculamente baixo, face aos padrões europeus ou americanos –, como os graves problemas ambientais que os afectam, devido ao excesso de poluição na atmosfera, convencem até os mais empedernidos a aderir aos motores eléctricos.

Recorrer ao BUDD-e para defender a causa dos eléctricos foi uma decisão sábia por parte dos germânicos, uma vez que não só o protótipo com formas de monovolume tem um estilo muito atraente, como todos os mercados esperam há muito a reintrodução de uma versão moderna do célebre “pão de forma”, um dos mais emblemáticos veículos jamais fabricados pela Volkswagen. Marca que, entretanto, continua em busca do estilo ideal para recuperar este seu ícone e que, face à receptividade que o protótipo eléctrico tem colhido, pode muito bem tê-lo encontrado.

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O BUDD-e recorre a uma plataforma para veículos movidos a electricidade denominada Modular Electric Drive Kit (MEB), que permitirá num futuro próximo dar forma a uma série de modelos das mais variadas formas e funções. Parte dos objectivos da MEB é conseguir que os automóveis eléctricos tenham a mesma autonomia de uma unidade convencional, com motor de combustão a gasolina ou a gasóleo. Assim, o BUDD-e está pensado para atingir 533 km sem ter de recarregar a bateria, tornando-o extremamente interessante para cidades como Pequim (21,5 milhões de habitantes) ou Xangai (24 milhões), onde o ambiente atingiu um estado tal de degradação que o número de novas matrículas está a ser limitado para modelos com motor térmico. Mas não para eléctricos ou híbridos plug-in, o que torna esta tecnologia muito apelativa aos olhos de quem necessita de um meio de transporte.

O governo chinês obriga ainda a que estes veículos, que apelida de NEV (New Electric Vehicles), tenham produção local, o que para a marca germânica não seria um problema, pois já ali possui capacidade instalada e está apostada em acelerar a produção de modelos total e parcialmente eléctricos.