O crime “recompensa”: depois da Tesla, a Fiat Chrysler Automobiles (FCA). O consórcio italo-americano decidiu tornar-se no primeiro fabricante automóvel à escala mundial a oferecer dinheiro aos “hackers” que identifiquem vulnerabilidades na segurança do “software” instalado nos seus veículos. .

Segundo a FCA, os valores a pagar a estes “piratas informáticos” variarão entre 150 (cerca de 135€) e 1.500 dólares (cerca de 1.355€), em função da importância das falhas encontradas, devendo as mesmas ser reportadas à empresa através de um programa específico, acessível através do site www.bugcrowd.com. Esta decisão surge na sequência do episódio registado em 2015, quando dois “hackers” profissionais abalaram a indústria automóvel por terem conseguido remotamente, controlar alguns dos sistemas de um Jeep Cherokee de 2014 conduzido por um jornalista.

O responsável pela arquitectura de segurança da FCA referiu que o novo programa de recompensas por falhas encontradas por “hackers” irá concentrar-se, numa primeira fase, nos sistemas que interagem com os modelos do grupo, caso do sistema de info-entretenimento Uconnect. Sublinhou ainda que, não obstante a FCA continuar a empreender todos os esforços para incrementar a segurança do “software” utilizado, esta medida visa encorajar os “hackers” mais talentosos a auxiliar a empresa a encontrar fragilidades nos seus sistemas.

A Tesla foi o primeiro construtor automóvel a implementar um programa deste género, oferecendo aos “hackers” que consigam detectar lacunas de segurança no seu “software” recompensas que variam entre 100 dólares e 10.000 dólares (entre cerca de 90 e 9.000€). Segundo a bugcrowd, até ao momento, a marca fundada por Elon Musk terá pago, pelo menos, 132 recompensas a piratas informáticos.