Os incêndios em Portugal continental às 19h15:

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Todos os incêndios: 148

  • 4.473 operacionais
  • 1.405 meios terrestres
  • 22 meios aéreos

Incêndios graves: 11

O distrito de Aveiro foi ao longo desta quinta-feira o mais afetado pelos incêndios, com o maior número de fogos ativos e de operacionais concentrados sobretudo em Águeda e em Anadia. Só naquele distrito chegaram a operar 10 meios aéreos. O número de incêndios em Portugal continental esteve quase sempre acima dos 150 mas neste final de dia desceu para perto dos 140.

Porto é o distrito mais afetado, com 38 fogos ativos, seguindo-se os distritos de Aveiro, Braga, Viseu e Viana do Castelo. A lista de todas as ocorrências está disponível em atualização permanente no site da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), aqui. Este balanço não inclui os incêndios na Madeira, que tem um serviço regional de proteção civil autónomo.

Os incêndios considerados “ocorrências importantes” são aqueles que estão com mais de três horas de duração ou com mais de 15 meios de socorro no local”

No distrito de Viana do Castelo, houve fogos muito agressivos nos concelhos de Arcos de Valdevez e Caminha, os quais chegaram a ser combatidos por 292 operacionais, com o apoio de 97 veículos. No primeiro concelho, a aldeia Vilarinho das Quartas no Soajo foi evacuada. Segundo a Associação de Vilarinho das Quartas, vivem na aldeia 70 pessoas.

O dia foi marcado também por um incêndio em Vale dos Barris, Palmela, na Serra da Arrábida, e por um outro no Cercal, concelho de Ourém que chegou a mobilizar 200 operacionais — um deles teve de receber assistência médica.

“A estratégia foi sempre a de defender por completo as habitações”

Em declarações à agência Lusa, o Adjunto Nacional de Operações da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), Miguel Cruz, disse que a noite de quarta para quinta-feira foi muito difícil para os operacionais devido ao vento forte, conforme estava previsto.

“Este vento manteve as coisas complicadas em alguns dos cenários que temos, em particular no distrito de Aveiro, no concelho de Arouca e de Águeda, e Castelo de Paiva e Anadia. Estes quatro incêndios são os mais complicados”, adiantou. De acordo com Miguel Cruz, complicados estão também os incêndios em Vieira do Minho e Arcos de Valdevez, distrito de Braga, em Caminha, Viana do Castelo, e um em Viseu.

“Durante a noite houve zonas onde o incêndio se aproximou de algumas habitações e portanto o esforço dos bombeiros e a estratégia foi sempre a de defender por completo as habitações. Isso foi conseguido. Não houve vítimas, para nós é o mais importante”, salientou.

Várias estradas estiveram cortadas devido aos incêndios. As estradas nacionais (EN) 224 (Castelo de Paiva), 326 (Arouca) e 328 (Sever do Vouga) estiveram cortadas ao trânsito nos dois sentidos, tal como a EN224 perto da localidade de Seixo, concelho de Castelo de Paiva. A EN326 ficou interditada, junto à vila de Arouca.

Linha da Beira alta novamente fechada

A linha ferroviária da Beira Alta encontra-se novamente interrompida, desta vez no troço entre Santa Comba Dão e Carregal do Sal, desde cerca das 14h20 desta quinta-feira, devido a um incêndio na localidade de Castelejo, em Viseu, informou a Proteção Civil.

“A circulação foi interrompida devido a vários focos de incêndio junto à linha”, disse à Lusa o comandante do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Viseu, Lúcio Campos. De acordo com a página da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), às 15h30, o fogo já mobilizou 78 operacionais, 21 viaturas e dois meios aéreos. O alerta para as chamas foi dado cerca das 14h20.

A Linha da Beira Alta esteve cortada na quarta-feira entre Mortágua e Pampilhosa da Serra, devido a um incêndio em Anadia (distrito de Aveiro), mas a circulação foi restabelecida às 12h14 desta quinta-feira, referiu à agência Lusa uma fonte da CP — Comboios de Portugal. Com o corte da linha na quarta-feira, a CP informou que iria assegurar o transbordo de passageiros.