O Pentágono negou nesta quarta-feira de forma veemente a afirmação russa de que um avião não tripulado (drone) ‘Predator’ da coligação liderada pelos EUA estava a sobrevoar a coluna humanitária na Síria quando esta foi atacada. “Nenhum dos nossos aviões — tripulado ou não tripulado, dos EUA ou da coligação — estava nas imediações de Alepo quando o ataque contra a coluna humanitária ocorreu”, afirmou o porta-voz do Pentágono, Jeff Davis.

Os camiões, que transportavam alimentação e produtos médicos, da Organização das Nações Unidas e outras agências humanitárias, estavam a descarregar a ajuda para um armazém, em Orum al-Kubra, uma cidade na província de Alepo, quando foram alvo de um ataque aéreo, que provocou cerca de 220 mortos civis, ao fim de segunda-feira.

As observações do Pentágono foram feitas depois de a Federação Russa insinuar que um drone da coligação poderia ter estado envolvido no ataque. “A 19 de setembro, precisamente nessa zona [em que foi atacada a coluna], deslocava-se a 3.600 metros de altitude e a uma velocidade de quase 200 quilómetros por hora um ‘drone’ de assalto da coligação internacional”, disse Igor Konashenkov, porta-voz do Ministério da Defesa russo, em comunicado.

Antes, tinham sido os norte-americanos a responsabilizar os russos pelo ataque, avançando que dois aviões de guerra russos SU-24 estavam a operar na zona, quando a coluna foi atacada, um dos quais estava diretamente sobre os camiões quando estes foram atingidos.

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