O FBI deteve em agosto um funcionário da Agência de Segurança Nacional norte-americana, mundialmente conhecida pela sigla NSA, depois de suspeitar que ele roubou material que continha informações e documentos marcados como “top secret” para “uso próprio”.

Segundo o The New York Times, os documentos alegadamente roubados incluem uma lista de códigos usados pela NSA para entrar furtivamente em redes de governos estrangeiros.

De acordo com uma queixa-crime do FBI partilhada pelo Washington Post, o homem detido tem 51 anos e chama-se Harold Martin. No mesmo documento refere-se que a detenção foi feita a 29 de agosto em Baltimore, no estado do Maryland. Antes, foi feito um inquérito, durante o qual Harold Martin mudou a sua postura. “Durante o inquérito, Martin começou por negar e, mais tarde, quando foi confrontado com documentos específicos, admitiu que levou os documentos e os ficheiros, que ele sabia que eram secretos, do seu local de trabalho para a sua casa e para o seu carro”, escreveu o agente do FBI responsável pelo caso, Jeremy Bucalo.

A queixa-crime torna a sublinhar a confissão de Harold Martin, que terá admitido que “saber que o que ele fez é errado e que não devia tê-lo feito porque sabia que não estava autorizado” a levar informação secreta para casa.

A confirmarem-se os factos alegados pelo agente do FBI, esta será a segunda vez em três anos que um funcionário da NSA é acusado de roubar informações secretas àquela agência. O primeiro, bastante mediatizado, foi Edward Snowden, que neste momento vive exilado na Rússia.