Vinicultura

Ministro da Agricultura defende investimentos na vitivinicultura para exportação

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O ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Capoulas Santos, defendeu a aposta na vitivinicultura enquanto subsetor da agricultura portuguesa com maior vocação exportadora.

Com 240 mil hectares de vinha plantada, Portugal produz 700 milhões de litros de vinho

PAULO NOVAIS/LUSA

O ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Capoulas Santos, defendeu esta segunda-feira a aposta na vitivinicultura enquanto subsetor da agricultura portuguesa com maior vocação exportadora.

“Este é um setor cuja dinâmica nos deve orgulhar”, disse Luís Capoulas Santos, em Coimbra, na apresentação do Plano Estratégico de Apoio à Fileira dos Vinhos das Denominações de Origem do Centro. Na sua opinião, “faz todo o sentido apostar no setor vitivinícola, para honrar o passado”, mas também numa perspetiva de futuro.

No setor vitivinícola, Portugal “situa-se entre os 10 primeiros países do mundo”, realçou o ministro da Agricultura, ao classificar o plano como “opção estratégica muito válida”.

Financiado pelo Programa Operacional do Centro 2020, o projeto visa “apoiar a cadeia de valor dos vinhos, desde os recursos naturais até à promoção junto do consumidor final”, segundo a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDRC). O plano representa 3,5 milhões de euros de investimento total, dos quais três milhões são financiamento do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), cabendo aos privados um encargo de 500 mil euros.

“Ninguém perde identidade por trabalhar em conjunto”, salientou a presidente da CCDRC, Ana Abrunhosa, na cerimónia de apresentação da iniciativa. Dos três milhões de apoio do FEDER, “um milhão é para inovação”, disse Ana Abrunhosa.

O plano estratégico envolve a CCDRC e as comissões vitivinícolas regionais (CVR) de Lisboa, Dão, Bairrada, Beira Interior e Tejo.

Congregar os esforços das cinco CVR da região Centro, intensificando as colaborações e reforçando o trabalho em rede, quer ao nível da inovação quer do desenvolvimento tecnológico na produção dos vinhos, deverá ser um dos principais resultados da concretização deste programa, que pretende reforçar o peso na economia regional da fileira do vinho e afirmar a nível nacional e internacional a Região Centro como uma região vitícola”, segundo a CCDRC.

Em 1970, quando a população de Portugal rondava os 10 milhões de pessoas, cada uma “bebia em média 85 litros de vinho por ano”, disse, na Quinta das Lágrimas, o presidente da Comissão Vitivinícola de Lisboa, Vasco Avilez, a quem coube apresentar o plano estratégico, que junta pela primeira vez as cinco CVR do Centro.

“Hoje, bebe-se menos, mas bebe-se melhor”, sublinhou, explicando que cada português consome atualmente uma média anual de 42 litros de diferentes vinhos.

Com 240 mil hectares de vinha plantada, nas diferentes regiões vitivinícolas, Portugal produz sete milhões de hectolitros (700 milhões de litros) de vinho. Destes, quatro milhões de hectolitros de vinho são consumidos no mercado interno, enquanto o restante se destina à exportação, no valor de 1.000 milhões de euros, enfatizou Vasco Avilez.

Este programa deverá contribuir para aumentar a competitividade do setor, mas também para fomentar a sua internacionalização e notoriedade”, defendeu Ana Abrunhosa.

A região Centro integra as denominações de origem da Beira Interior, da Bairrada e do Dão, parcialmente a de Lisboa e residualmente a do Tejo.

A região é responsável por cerca de 37% da área total de vinha existente em Portugal e 35% da produção de vinho nacional. O Centro exporta entre 40 a 50% da sua produção, consoante as regiões.

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