Superdesportivo que é, hoje em dia, a referência em termos de luxo e de exclusividade, o novo Bugatti Chiron, cujas primeiras unidades estão previstas chegar aos clientes no primeiro quadrimestre de 2017, acaba de arrancar com a respectiva produção. E o espaço que o vai ver nascer, mais do que uma linha de montagem, é apelidado pelo próprio fabricante – e de forma muito apropriada – de “Atelier”. Porque, entre muitas outras muitas particularidades, apresenta um pavimento tão limpo, tão limpo, que até se podia comer no chão. Não um cozido à portuguesa, umas bifanas ou um frango assado, porque sendo este o berço de um veículo que vai ser vendido por mais de 2 milhões de euros merece, no mínimo, caviar.

Até aqui pouco (ou nada) conhecido dos amantes da marca e até mesmo dos seus clientes, este espaço com cerca de 1.000 m2 abriu agora as suas portas ao público. E, no processo, desvendou o local, junto à sede da empresa em Molsheim, França, onde estão a ser construídas, de forma artesanal, as primeiras 12 das 70 unidades previstas para este ano.

No Atelier desta marca do Grupo Volkswagen trabalham apenas 20 funcionários, os quais estão encarregues de montar, manualmente, as mais de 1.800 peças que compõem cada Chiron. E têm à disposição o dinamómetro que é considerado o mais potente do mundo – para automóveis de série –, concebido para lidar com um propulsor com mais de 1.500 cv de potência.

Uma vez montada, cada unidade Chiron é ainda submetida aos mais rigorosos testes e controles de qualidade, antes de ser finalmente entregue ao seu proprietário. Que por ela terá pago pelo menos 2,4 milhões de euros. Mais impostos, é claro.

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Por outro lado, e porque qualquer Chiron tende a ser um carro único, é feito de acordo com as especificações do dono. Possibilidades há muitas, a começar pelas 23 cores para o tejadilho, ou pelas oito variações de tom para as superfícies em carbono. Para o habitáculo, os clientes podem optar por um revestimento em couro ou em Alcantara, o primeiro disponível em 31 cores e o segundo num total de oito. Mas as opções não ficam por aqui, pois até é possível escolher a cor da linha com que se cose a pele (30 opções de pespontos). A que se impõe somar ainda 18 hipóteses de tapetes e, espante-se,11 tonalidades para os cintos de segurança.

No entanto, estas são apenas as possibilidades previstas no catálogo do fabricante, já que qualquer cliente pode solicitar soluções personalizadas, de logótipos a bordados. Única condição imposta pela Bugatti: que os pedidos sejam tecnicamente viáveis e, mais importante, que respeitem os níveis de qualidade impostos pela marca. Ou seja, nada de plásticos rijos e de toque desagradável, por exemplo…

Finalmente e porque nunca é demais recordar, o Bugatti Chiron conta com um motor de 16 cilindros distribuídos em W, com 8,0 litros de cilindrada, que graças a quatro turbocompressores extrai a brutalidade de 1.500 cv de potência e 1.600 Nm de binário, disponível entre as 2.000 e as 6.000 rpm. A unidade motriz, obviamente a gasolina, está colocada em posição central, para optimizar a distribuição de massas pelos dois eixos, sendo a potência transmitida ao solo através de um sistema de tracção integral.

Basicamente, o mais veloz, potente e – muito provavelmente – o mais caro automóvel para utilização no dia-a-dia que o mundo já viu, dá agora a conhecer o mundo, também ele de excepção, em que é produzido.

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