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Bugatti

Chiron. A bela e o monstro num automóvel só

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O desportivo mais potente do mundo, com 1500 cv, roda hoje em Le Mans, antes do arranque das 24 Horas. É a primeira vez que o público pode avaliar o potencial deste bólide capaz de atingir 420 km/h.

Não deixa de ser estranho que o veículo mais possante na pista de La Sarthe, que acolhe este fim-de-semana as 24 Horas de Le Mans, seja um carro de série, cujos 1500 cv ultrapassam confortavelmente os 1000 cv que debitam os Audi, Porsche e Toyota que pretendem disputar a vitória na prova de resistência francesa.

Já com o modelo exposto no Mónaco e em Nova Iorque, mas ainda a aguardar a entrega das primeiras unidades aos clientes, o Bugatti Chiron é a bela e o monstro num automóvel só. É que se por fora é esteticamente perfeito, mesmo apaixonante, a sua mecânica é monstruosa e a mais potente actualmente em produção: motor W16 com 8 litros de capacidade, soprado por quatro turbos e capaz de debitar 1500 cv. Para lidar com esta potência, a Bugatti, marca francesa pertença do grupo alemão Volkswagen, concebeu uma caixa de dupla embraiagem, com os cavalos a passarem para o asfalto através de um sistema de quatro rodas motrizes. Essencialmente, para não derreter os pneus logo à primeira aceleradela.

Integralmente construído em fibra de carbono, à semelhança dos Fórmula 1 (F1) e dos carros mais rápidos que participam nas 24 Horas de Le Mans, o Chiron – em homenagem ao piloto monegasco Louis Chiron, que participou em ralis e corridas de F1, tendo sido 6.º no Grande Prémio do Mónaco de 1955 – pesa 1.998 kg, um valor muito elevado para esta classe de modelos. Mas, como para tudo o resto, também aqui há uma explicação: o luxo e a segurança. É que o Chiron não é apenas um superdesportivo, a que se perdoa tudo para ganhar peso, a fim de ser mais rápido. A Bugatti entende que os seus carros são estupidamente potentes, mas têm de oferecer o mesmo nível de requinte de um Bentley ou de um Rolls-Royce. E o mesmo tipo de segurança, em qualquer tipo de piso, e daí a tracção integral.

Bugatti-Chiron-8

A imensa potência do Chiron permite-lhe passar a barreira dos 100 km/h em apenas 2,5 segundos, valor brutal para um desportivo com esta massa, para depois bater nos 200 km/h ao fim de 6,5 segundos e nos 300 km/h em 13,5 segundos. E, se continuar a acelerar, o modelo que vem substituir o Veyron só não ultrapassa os 420 km/h porque a isso está limitado electronicamente. Certamente, um verdadeiro aborrecimento para muitos.

É claro que a potência não cai do céu, pelo que o modelo francês sorve sofregamente os 100 litros de gasolina que transporta no depósito. Obviamente com 98 octanas. A rodar muito devagar – perdão, a circular dentro dos limites impostos pela lei -, o Chiron baixa alegremente dos 10 litros, quase parecendo um mero utilitário. Mas com a mesma alegria deverá chupar os 100 litros do depósito em apenas 8 minutos, quando a rodar a 420 km/h. São 178 litros aos 100 km e a capacidade de ir de Lisboa a Cascais, e voltar, em apenas 8 minutos. A este valor impressionante temos de adicionar o tempo necessário para as animadas e dispendiosas sessões de amena cavaqueira com a Brigada de Trânsito da GNR.

O Bugatti Chiron é proposto por 2,4 milhões de euros, antes de impostos, e apenas vão ser produzidas 500 unidades, das quais as primeiras 150 já foram vendidas. E tudo indica que o nosso Cristiano Ronaldo e o campeão do mundo de boxe Floyd Mayweather – os desportistas mais bem pagos em 2015, segundo a “Forbes” – figuram entre os primeiros clientes. Todos ainda à espera de receber esta obra de arte.

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