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Angola

João Lourenço conduz campanha eleitoral do MPLA às eleições gerais angolanas

O MPLA, no poder em Angola desde 1975, informou que a campanha eleitoral do partido para as próximas eleições será conduzida pelo vice-presidente e candidato a Presidente da República, João Lourenço.

João Lourenço foi aprovado a 2 de dezembro como cabeça-de-lista do partido às próximas eleições gerais em Angola previstas para agosto, mas o anúncio oficial só teve lugar a 3 de fevereiro

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  • Agência Lusa

O MPLA, no poder em Angola desde 1975, informou, esta sexta-feira, que a campanha eleitoral do partido para as próximas eleições será inteiramente conduzida pelo vice-presidente e candidato a Presidente da República, João Lourenço. A informação consta de um comunicado do Comité Central do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) enviado esta sexta-feira à Lusa, indicando que “a condução da ação externa da campanha eleitoral do MPLA vai ser feita sob o comando do vice-presidente do partido”, o também ministro da Defesa angolano.

João Lourenço foi aprovado a 2 de dezembro como cabeça-de-lista do partido às próximas eleições gerais em Angola previstas para agosto, mas o anúncio oficial só teve lugar a 3 de fevereiro, pela voz do presidente do MPLA e chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, que por sua vez não integra qualquer lista candidata.

“O MPLA tem as condições criadas para continuar a mobilizar o povo angolano, de Cabinda ao Cunene, e para participar e assegurar a sua vitória convincente nesse pleito eleitoral e continuará a fazer tudo o que estiver ao seu alcance para prosseguir com os esforços para a melhoria da situação económica e social do país”, afirma o partido, no mesmo comunicado.

O general João Lourenço afirmou a 3 de fevereiro que a única prioridade que tem neste momento, enquanto candidato ao cargo de Presidente da República, é mesmo “vencer as eleições” deste ano. “Estou preparado para aceitar este desafio (…). Tudo farei para honrar a confiança que em mim foi depositada”, disse João Lourenço, também vice-presidente do MPLA, após a reunião do Comité Central, em Luanda, em que José Eduardo dos Santos, líder do partido e chefe de Estado desde 1979, oficializou a candidatura do seu ministro da Defesa como cabeça-de-lista às eleições gerais.

“A minha única prioridade neste momento é trabalhar para vencer as eleições e depois veremos”, disse, questionado pelos jornalistas.

Na lista do MPLA candidata às eleições gerais de agosto (círculo nacional), submetida à aprovação do Comité Central, João Lourenço é cabeça-de-lista e candidato a Presidente da República e Bornito de Sousa, também general na reserva e ministro da Administração do Território, é o número dois e candidato a vice-Presidente.

José Eduardo dos Santos, reeleito presidente do partido em 2016, completa em agosto próximo 75 anos, tendo anunciado em março último que pretendia abandonar a vida política em 2018. “Eu venho sendo preparado e venho-me preparando para esta função, de há algum tempo para cá, na medida em que o que aconteceu hoje foi apenas a confirmação de algo que internamente, a nível do partido, pelo menos a nível da direção do partido, já era praticamente um dado adquirido”, disse João Lourenço aos jornalistas no dia 3, na sua primeira declaração como candidato e após vários meses de especulações.

Sobre a campanha eleitoral, João Lourenço afirmou que vai “jogar com as mesmas armas que os outros [candidatos] jogarem”, ao falar sobre a possibilidade de debates.

“É um desafio grande, mas eu acredito que, embora difícil, não é impossível. Temos otimismo suficiente para pensar que vamos conseguir e quem vai conseguir não é o cidadão João Lourenço, o militante João Lourenço. Quem vai conseguir é o próprio MPLA, que é uma verdadeira máquina e eu sinto-me suficientemente respaldado para poder fazer frente a este desafio”, rematou.

José Eduardo dos Santos é Presidente de Angola desde setembro de 1979, cargo que assumiu após a morte de Agostinho Neto, o primeiro Presidente angolano.

A Constituição angolana aprovada em 2010 prevê a realização de eleições gerais a cada cinco anos, elegendo 130 deputados pelo círculo nacional e mais cinco deputados pelos círculos eleitorais de cada uma das 18 províncias do país (total de 90).

O cabeça-de-lista pelo círculo nacional do partido ou coligação de partidos mais votado é automaticamente eleito Presidente da República e chefe do Executivo, conforme define a Constituição, moldes em que já decorreram as eleições de 2012.

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