Uma sondagem com um focus group sugere que o atentado de Manchester da semana passada não deve ter influência no sentido de voto dos eleitores indecisos nas eleições gerais do Reino Unido, marcadas para dia 8 de junho. É essa a conclusão do estudo da consultora Britain Thinks, que fez entrevistas individuais com grupos de eleitores indecisos em Hartlepool, Birmingham, Cambridge, Glasgow, Wells e Harrow.

Segundo o The Guardian um eleitora identificada como Laura, cujo círculo eleitoral, Cambridge, elege deputados trabalhistas e liberais desde 1992, disse que o atentado não teria “provalvemente influência nenhuma”. Ainda assim, levou-a a questionar se “Jeremy Corbyn [candidato do Partido Trabalhista] seria de certa forma mais brando do que a atacar [o atentado] do que Theresa May”.

No mesmo círculo eleitoral, Laura disse: “Acho que vou ter em conta quem é, de forma geral, um líder forte e quem podia manter-se firme perante um ataque terrorista horrendo neste país”. Outro eleitor, identificado como Carl, proveniente de um círculo eleitoral que vota no Partido Trabalhista desde a sua fundação em 1974, disse que “para ser honesto, provavelmente [o atentado] não vai afetar muito, uma vez que independentemente do partido de cada um foi uma tragédia”.

Uma eleitora, identificada como Stephanie, disse que podia mudar a sua orientação de voto. “Se um dos partidos usar o ataque como uma desculpa para avançar as suas ideias na campanha para melhorar as suas hipóteses, então eu não vou votar nesse partido”, disse.

Sobre a reação de Theresa May ao atentado de 22 de maio, as respostas foram positivas para a primeira-ministra britânica e candidata do Partido Conservador, também conhecidos como tories. “Ela demonstrou compaixão. Mas é isso que se espera de uma primeira-ministra”, disse uma eleitora chamada Anjalee. “Ela disse e fez tudo bem. Foi muito bom vê-la a condenar os EUA pelo seu abuso de confiança, o que a destaca de primeiros-ministros anteriores”, disse Nathan, do círculo eleitoral de Birmingham Erdington.