O Presidente da República defendeu esta quarta-feira que os portugueses são um exemplo de um povo que cultiva a tolerância, a paz e que pratica “consensualmente” o diálogo entre civilizações, recusando fenómenos de xenofobia ou de populismos extremistas.

Marcelo Rebelo de Sousa falava na sala do Senado da Assembleia da República após entregar os prémios Norte/Sul do Conselho da Europa à tunisina ativista dos Direitos Humanos Mbarka Brahmi e ao representante da presidente do Município de Lampedusa, Giuseppina Nicolinni, autarca italiana distinguida pelo seu empenho no acolhimento de refugiados.

O chefe de Estado, no seu discurso, salientou que a sua presença na cerimónia não poderá ser interpretada como “um ato meramente formal ou protocolar”, mas antes “pretende exprimir o profundo apreço do povo português pela atuação do Conselho da Europa”, sobretudo pela adesão desta organização internacional “aos nobres valores da sua matriz fundacional”.

“Aqui se assinala o compromisso de Portugal e dos portugueses com os valores universais da tolerância, da democracia e dos Direitos Humanos. Mais do que nunca, o povo português é hoje um povo tolerante e que pratica a tolerância, um povo pacífico que cultiva a paz e a regra da resolução dos conflitos através do diálogo”, frisou o Presidente da República.

Neste ponto do seu discurso, Marcelo Rebelo de Sousa sustentou também que Portugal é hoje “mais do que nunca uma democracia consolidada e inclusiva, uma sociedade aberta e multicultural, onde o diálogo entre civilizações é consensualmente praticado”.

“Orgulhamo-nos por isso do país que somos, mosaico de culturas, plural e diverso, onde a xenofobia e os ditos populistas extremistas não têm tido espaço para frutificar”, declarou na sua intervenção após a do Presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, e que foi escutada pelos ministros dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, Adjunto do primeiro-ministro, Eduardo Cabrita, e da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes.