O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, afirmou esta quinta-feira que é extemporâneo manter as sanções contra os militares guineenses envolvidos no golpe de Estado de 2012, sublinhando que aqueles têm dado um bom exemplo.

“Penso que as sanções são extemporâneas. Os militares compreenderam a mensagem da comunidade internacional, que não há espaço para golpes de Estado. A minha opinião é de que as sanções deviam acabar, porque os militares deram um bom exemplo”, disse Umaro Sissoco Embaló, que falava aos jornalistas no final de um encontro com o presidente do Comité de Sanções da ONU, Elbio Roselli.

Nas declarações aos jornalistas, Umaro Sissoco Embaló explicou também que a vista do Comité de Sanções da ONU é “normal”.

“Quando as pessoas estão sob sanções, de vez em quando, é preciso visitá-las e contactá-las. É como um médico que visita um doente para ver se está melhor ou não, para receber alta”, exemplificou.

O primeiro-ministro guineense destacou também que as Forças Armadas do país “estão a demonstrar maturidade”, apesar de existirem “políticos que os quisessem instrumentalizar outra vez”.

“Se tivessem dado ouvido aos políticos, tinham caído numa asneira outra vez”, salientou.

O presidente do Comité de Sanções das Nações Unidas, Elbio Roselli, chegou na terça-feira à Guiné-Bissau para analisar o impacto das sanções impostas a vários militares guineenses, em 2012, e a evolução da situação política no país.

Em maio de 2012, na sequência do golpe de Estado, o Conselho de Segurança da ONU aplicou sanções aos responsáveis envolvidos na alteração da ordem Constitucional, nomeadamente o general António Indjai, general Mamadu Turé, general Estevão Na Mena, general Ibraima Camará e o tenente-coronel Daba Naualma.

Elbio Roselli termina esta quinta-feira a visita ao país com um encontro com o chefe de Estado guineense, José Mário Vaz.