Media

As redes sociais já são a principal fonte de notícias

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Um relatório do Reuters Institute e da Universidade de Oxford aponta as redes sociais como o principal veículo de consumo de informação. No topo da lista estão o Facebook, WhatsApp e YouTube.

Apenas o Japão e a Coreia do Sul não têm o Facebook como a principal plataforma onde se consome notícias

RITCHIE B. TONGO/EPA

Já lá vai o tempo em que era preciso ligar o rádio, esperar pelo telejornal das 20h ou pelo jornal em papel do dia seguinte, a Internet mudou radicalmente a forma como são produzidas e consumidas as notícias. A mudança foi global e aparece agora explicada por um estudo da Reuters Institute for the Study of Journalism e da Universidade de Oxford: Facebook, YouTube e WhatsApp (por esta ordem) são as principais plataformas por onde é consumida informação.

O estudo, publicado pela Digital News Report, analisou 34 países por todo o mundo. O uso generalizado das redes sociais é inegável, a diferença vai para o uso que cada país lhe dá. Assim, se nos Estados Unidos e no Reino Unido apenas entre 3% e 5% de notícias são consumidas via WhatsApp, noutros países esse valor sobe até aos 51%, como é exemplo a Malásia – no Brasil são 46% e em Espanha 32%.

O Facebook e o YouTube são as principais fontes de consumo de informação do mundo. Apenas o Japão e a Coreia do Sul não têm o Facebook como a principal plataforma onde se consome notícias, destacam-se nesses países o YouTube e a Kakao Talk (uma rede social local).

Mas há um padrão comum: na generalidade dos países, o consumo de notícias pela televisão e por meios online está a aumentar, ao mesmo tempo que o jornal em papel está a cair em desuso.

Por outro lado, verifica-se também uma tendência decrescente em escolher um media como meio prioritário para aceder às notícias. A preferência, neste caso, recai cada vez mais nas redes sociais e nas aplicações de chat.

Para além do WhatsApp, também o Viber e o Facebook Messenger são dos mais eleitos no Sul e Este da Europa. O Facebook é desta forma a rede mais utilizada, tanto para mensagens como para transmissão de conteúdos.

O relatório conclui também que há algumas diferenças na forma como se consome informação. Muitos dos utilizadores preferem partilhar e comentar de forma privada, via chat, o que acontece no dia a dia. Não surpreende então que em países onde há menos liberdade de expressão o WhatsApp apareça como o maior motor de transmissão de informação. O estudo dá ainda o exemplo de países como o Chile, onde as estações de rádio comunicam através de mensagem áudio dentro da aplicação WhatsApp, o que aumenta o consumo desta rede social.

O nível de confiança nas notícias foi outro dado analisado. Os mais elevados vão para os países do Norte da Europa e Escandinavos, mas também Portugal e o Brasil aparecem destacados nos primeiros lugares. O resto da Europa revela menores níveis de confiança, tal como alguns países asiáticos, onde os media são vistos como muito próximos ao Governo.

Quanto ao consumo efetivo em si, o relatório concluiu que apenas 13% paga por notícias online. É nos países do norte da Europa onde se paga mais, do lado oposto encontram-se os países do sul da Europa e Ásia.

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