A Cidade do Cabo, em África do Sul, foi o palco escolhido pela Mercedes para apresentar a sua primeira pick-up, a Classe X – baseada na Nissan Navara, a qual também deu origem à Renault Alaskan que está prestes a chegar ao mercado.

Com 5,34 m de comprimento, 1,92 m de largura, 1,82 m de altura e uma distância entre eixos de 3,15 m, a Mercedes Classe X reclama uma capacidade de carga acima da tonelada (1.042 kg), com a caixa a medir 1,59 m de comprimento, 1,56 m de largura e 0,47 m de altura. Já a capacidade de reboque vai até aos 3.500 kg.

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À venda já em Novembro nos mercados europeus, esta pick-up, que será fabricada na fábrica espanhola da Nissan, surgirá com o mesmo 2.3 turbodiesel biturbo da Navara (190 cv), embora sob o capot também se possa encontrar uma versão menos assanhada deste bloco, de 163 cv e com apenas um turbocompressor, na versão X 220 d. Mas a Classe X poderá ainda entregar as despesas da locomoção a um quatro cilindros a gasolina, com 165 cv. Seja qual for a opção do cliente, diesel ou gasolina, a marca fez saber que qualquer uma pode ser associada a uma caixa manual de seis velocidades ou a uma transmissão automática de sete relações. Tal como acontece na Nissan e ambas com origem na marca nipónica. Podendo, ao mesmo tempo, qualquer uma destas versões ser de tracção traseira ou 4Matic com diferencial também à frente e redutoras, em tudo similares à Navara e Alaskan.

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Só lá mais para a frente (meados de 2018) chegará a versão que levará a Classe X, nas palavras da Mercedes, a ser “líder do segmento”: a X 350 d, com um V6 turbodiesel de 258 cv e 550 Nm, dotada com todo o armamento que se pede a uma proposta de índole mais aventureira, nomeadamente o sistema Dynamic Select, algo raro no segmento das pick-ups, permitindo optar entre cinco modos de condução: Comfort, Eco, Sport, Manual e Offroad. Em função do perfil de condução eleito, o sistema actua sobre o funcionamento do motor, as rotações de passagem de caixa na transmissão automática e sobre o sistema Start/Stop ECO.

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Esgrimindo como argumentos o facto de se tratar da primeira pick-up média a oferecer conectividade inteligente e informação sobre tráfego em tempo real, a Classe X apresentar-se-á em três níveis de equipamento: Pure (entrada), Progressive (intermédio) e Power (topo), com estes dois últimos a poderem ser associados a diferentes packs de “estilo”, no sentido de oferecer aos clientes uma maior capacidade de personalização.

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No que toca às aptidões fora-de-estrada, o modelo reclama grande à vontade para lidar com as situações mais duras, ou não partilhasse a base de um dos mais conceituados fabricantes de pick-ups do mercado, continuando a manter as suspensões com eixo rígido à frente e atrás. O elemento elástico das suspensões continua a ser as molas helicoidais, que deverão garantir um nível de conforto aceitável, para este tipo de veículo, com a Classe X a surgir com uma versão normal mais baixa 2 cm, para optimizar o comportamento em asfalto, para depois propor uma versão elevada, provavelmente associada ao nível de equipamento Power, para lidar melhor com aventuras mais radicais fora de estrada.

A marca alemã, que volta aqui a beneficiar da sua parceria com a Aliança Renault/Nissan, anuncia um maior nível de equipamento e uma maior refinação mecânica, o que será mais evidente em 2018, quando surgir o já mencionado motor V6 e uma tracção 4×4 permanente, além de uma suspensão de regulação programada e vários níveis de dureza. Face às “irmãs” Navara e Alaskan, todas elas produzidas pelos japoneses da Nissan, a Classe X destaca-se pela estética, muito mais agradável do que as restantes propostas do mercado, o que certamente lhe permitirá uma maior popularidade.

Os preços ainda não são conhecidos mas, segundo os responsáveis pela marca em Portugal, deverão arrancar com valores próximos dos 38.000€, para a versão de 163 cv com apenas tracção traseira e nível de equipamento Pure, ou seja, não muito acima dos valores praticados pela Nissan Navara, com a mesma mecânica.