A Coreia do Sul terminou, esta quinta-feira, a instalação do sistema antimíssil norte-americano THAAD, apesar dos protestos da população.

Segundo a CNN, os últimos quatro mísseis chegaram esta quinta-feira à base de Seongju, a cerca de 300 quilómetros de Seul, e foram instalados “temporariamente”, adiantou o porta-voz do ministro da Defesa sul-coreano, acrescentando que a instalação destes intercetores era necessária tendo em conta as ameaças da Coreia do Norte.

“É uma medida especial que é urgentemente necessária para travar a sua imprudência”, afirmou o primeiro-ministro da Coreia do Sul, Lee Nak-yon. “A situação é muito grave. Não parece que falte muito tempo até a Coreia do Norte finalize o armamento nuclear.”

A Coreia do Sul está à espera que a Coreia do Norte lance outro míssil balístico intercontinental no próximo dia 9 de setembro, dia em que se comemora a fundação da Coreia do Norte.

Centenas de pessoas protestaram contra a instalação destes intercetores. De acordo com a Reuters, à volta de oito mil polícias foram destacados para Seongju para pôr fim ao bloqueio dos manifestantes. Cerca de 38 manifestantes ficaram feridos na sequência de confrontos com a polícia, dos quais 21 foram transportados para o hospital.

Apesar de a Reuters referir que os habitantes de Seongju não têm motivações políticas para estarem contra a instalação destes mísseis, a CNN refere que os manifestantes acreditam que estes intercetores poderão ter consequências a nível da saúde e do ambiente. Há quem também defenda que esta instalação possa levar a uma escalada da tensão com a Coreia do Norte.

A China e a Rússia opuseram-se à instalação destes quatro intercetores. O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês considerou que esta situação pode pôr em causa a “segurança estratégica” da região e aumentar o “antagonismo na península coreana”.