O secretário-geral da OPEP, Mohamed Barkindo, considerou esta segunda-feira que o corte na produção petrolífera decidido por 24 países devolveu o “otimismo” e a “confiança” a um mercado que vai a caminho de “recuperar o equilíbrio”.

Barkindo referia-se a uma limitação da produção em quase 1,8 milhões de barris por dia, concertada em finais de 2016 por 24 países produtores, o que contribuiu para uma subida do preço do crude.

Aos 14 países que integram a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), juntaram-se 10 outros países, incluindo a Rússia.

O rigoroso cumprimento dos ajustamentos desde a aplicação da decisão a 1 de janeiro deste ano, “trouxe um novo otimismo ao mercado petrolífero como não se via há algum tempo”, afirmou Barkindo, em Viena, no início de uma reunião de cooperação técnica entre a OPEP e outros países produtores.

Esse otimismo traduz-se numa subida dos preços, com o barril de referência da OPEP acima de 61 dólares, quando há um ano estava em cerca de 45 dólares.

A OPEP e os seus aliados vão reunir-se na próxima quinta-feira, na capital austríaca, para debater um possível prolongamento da redução, que foi acordada para vigorar só até 31 de março de 2018.

O secretário-geral da OPEP também disse que “o investimento no setor está a regressar”.

O corte decidido há quase um ano destinava-se a acabar com o excesso de oferta, que além de fazer baixar os preços levou as reservas dos países desenvolvidos a níveis máximos.

Segundo Barkindo, agora “o mercado está a voltar ao equilíbrio”.

“As condições atuais de mercado, o nível de confiança e o otimismo reinantes na indústria são uma prova do resultado dos nossos esforços conjuntos”, acrescentou.

Na opinião do secretário-geral da OPEP, o trabalho conjunto feito ao longo do último ano levou “a novas relações” entre a OPEP e os países que pertencem à organização.

“Isso levou a novas amizades, novas oportunidades e lançou as bases para continuar a nossa cooperação no futuro”, apontou.