República do Congo

“Pior ataque da história recente” contra “capacetes azuis” faz 14 mortos na República do Congo

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Pelo menos 14 membros das forças de manutenção da paz das Nações Unidas morreram durante um ataque na noite de quinta-feira na República Democrática do Congo. Há 40 feridos, quatro em estado grave.

Guterres caracterizou o ataque como "o pior contra as forças de manutenção da paz das Nações Unidas na história recente da organização"

DAI KUROKAWA/EPA

Um ataque na zona leste da República Democrática do Congo provocou a morte de, pelo menos, 14 membros das forças de manutenção da paz das Nações Unidas (ONU). Cinco deles pertenciam às forças armadas congolesas e os restantes tinham nacionalidade tanzaniana, refere a CNN. Segundo o porta-voz adjunto da ONU, Farhan Haq, há ainda 40 feridos, a maioria também do contingente da Tanzânia. Quatro estão em estado grave. “É um ataque muito grande, certamente o pior na memória recente”, disse.

O secretário-geral adjunto das Nações Unidas para as operações de paz, Jean-Pierre Lacroix, já tinha adiantado que o ataque, que aconteceu na noite de quinta-feira na província de Kivu, tinha resultado na morte de um “grande número” de “capacetes azuis”, ferindo muitos outros. No Twitter, Lacroix disse estar “indignado”com o ataque e revelou que estão em curso operações de assistência médica. Lacroix não revelou qualquer informação relativamente aos autores do ataque.

Em comunicado, o secretário-geral da ONU, António Guterres, mostrou-se indignado e triste com os acontecimentos da noite de quinta-feira na República do Congo, desejando as rápidas melhoras dos feridos e enviando condolências às famílias das 14 vítimas. “Condeno este ataque inequivocamente. Estes ataques deliberados contra forças de manutenção da paz das Nações Unidas são inaceitáveis e constituem um crime de guerra“, afirmou Guterres. “Apelo às autoridades da República Democrática do Congo para que investiguem este acidente e que levem os culpados à Justiça. Estes ataques não podem sair impunes, aqui e noutro lado qualquer.”

Para o secretário-geral, este ataque, que caracterizou como “o pior contra as forças de manutenção da paz das Nações Unidas na história recente da organização”, é “outra indicação dos enormes sacrifícios feitos pelos países que contribuem com tropas para a paz global“. “Estes homens e mulheres corajosos colocam a vida em risco todos os dias para servir a paz e proteger os civis”, disse ainda.

No total, as Nações Unidas têm mais de 16.500 de “capacetes azuis” destacados na República Democrática do Congo, bem como mais de 1.350 polícias, provenientes de um total de 49 nações. Este é o maior destacamento de forças de manutenção da paz da ONU. Portugal teve militares no país até 2013, mas numa Missão da União Europeia de Aconselhamento e Assistência em matéria de Reforma do Setor de Segurança.

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