Dinheiro

Criptomoeda portuguesa fica a valer mais de 650 milhões de euros em 24 horas

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A moeda virtual da Aptoide, a Appcoins, conseguiu, 24 horas após ter sido lançada no Binance, um mercado de criptomoedas, uma valorização de 800 milhões de dólares.

As Appcoins é a primeira critomoeda portuguesa. Na fotografia: Paulo Trezentos e Álvaro Pinto, os criadores

Aptoide

A Aptoide, em outubro de 2017, durante a Web Summit, tornou-se na primeira loja de apps do mundo a ter uma moeda virtual. Na última sexta-feira, no espaço de um dia, tornou-se numa das três criptomoedas mais transacionadas do Binance, um dos maiores mercados de trocas de moedas digitais, graças às suas Appcoins. Com o feito alcançou uma valorização de cerca de 800 milhões de dólares (cerca de 668,5 milhões de euros).

É através da Ethereum, a segunda moeda virtual mais utilizada a seguir à Bitcoin, que a Apptoide lançou a Appcoins. Foi depois da ICO — uma oferta inicial de moedas — na Web Summit, que as primeiras unidades das Appcoins começaram a ser emitidas. A Aptoide, empresa de Paulo Trezentos e Álvaro Pinto, tem mais de 200 milhões de utilizadores em todo o mundo, mas as moedas podem ser utilizadas noutras aplicações.

No Twitter, Paulo Trezentos, presidente executivo da empresa, agradeceu a confiança dos investidores. “Todas as moedas têm especulação no preço, mas estar no top 3 do volume de transações do Binance significa que muitas pessoas no mundo acreditam que o blockchain por acabar com o monopólio das lojas de aplicações da Google e Apple”, disse Paulo Trezentos no Twitter. O protocolo informático blockchain é o que permite efetuar transações virtuais entre pessoas e organizações, sem intermediários. É pela ausência de terceiros nas transações que a criptomoedas têm gerado tanto interesse. (Ficou com dúvidas sobre o que é blockchain? Leia o especial do Observador)

O executivo deixou um aviso aos investidores: “atenção ao investimentos nas APPC [Appcoins]. Até os tokens [unidades de criptomoedas] mais sólidos são voláteis”. Quanto ao futuro das Appcoins, é tão incerto como o das criptomoedas. No entanto, Paulo Trezentos aproveitou o anúncio da entrada bem-sucedida em mercado para dizer que “nos próximos dias” vão surgir mais novidades. A cada duas semanas a empresa vai atualizar os objetivos do projeto na página oficial, diz ainda o executivo.

Fundada em 2011, por Paulo Trezentos e Álvaro Pinto (que se junto ao projeto em 2012), a Aptoide disponibiliza apps para smartphones, tablets e até SmartTV com sistema Android. A empresa tem “ambição global”, dizem os fundadores, estando sediada em Lisboa e tendo já escritórios em Singapura e Shenzen (China). A loja de aplicações está disponível em mais de 40 línguas.

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