Um total de 103 famílias estão a receber apoio num centro de acolhimento montado pelo município de Maputo, depois de terem perdido a casa e familiares no desabamento de parte da lixeira de Hulene, na segunda-feira, anunciaram as autoridades.

As operações de busca por sobreviventes terminaram na terça-feira sem que fossem encontrados mais corpos, disse esta quarta-feira à Lusa a delegada do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), Fátima Belchior. O acidente provocou 17 mortos e há ainda cinco feridos internados no hospital central da capital de Moçambique.

O Conselho Municipal de Maputo evacuou a cintura de habitações precárias encostada ao sopé da lixeira e anunciou a sua demolição, garantindo alojamento e apoio temporário e oferecendo terrenos e materiais de construção às famílias noutros locais.

Noutras ocasiões em que a zona foi evacuada, a população acabou por voltar a construir no local, mas João Mucavele, diretor municipal de Salubridade, referiu na terça-feira aos jornalistas que desta vez, se necessário, vai ser usada a força para evitar a reocupação. O Governo recomendou na terça-feira que o conselho municipal feche o quanto antes a lixeira.

Um aterro está projetado para Matlamele, na vizinha cidade da Matola, para receber o lixo depositado diariamente em Hulene e devia ter entrado em funcionamento há dois anos, mas continua por concluir.

Uma parte da maior lixeira da capital com altura de um edifício de três andares desabou na madrugada de segunda-feira devido à chuva forte e abateu-se sobre diversas habitações precárias do bairro em redor. Doze mulheres e quatro homens perderam a vida, sete eram crianças, referiu a delegada do INGC em Maputo.