Os “termos de utilização” estão naquele texto que aparece aos utilizadores antes de aceitarem fazer o download de uma aplicação ou serviço digital que, pelos visto, ninguém lê. Foram estas “letras pequenas” que criaram a polémica dos mais de 50 milhões de perfis de Facebook guardados pela Cambridge Analytica para condicionar campanhas eleitorais. Agora, depois de a polémica ter feito com que Mark Zuckerberg pedisse desculpas publicamente, a maior rede social atualizou os “Termos de Serviço” para “que se possa compreender mais claramente que dados são recolhidos”.

Para tornar mais perceptível a política de dados, a empresa criou um conjunto de perguntas e respostas, em género de Explicador, no qual responde às preocupações dos utilizadores e criou um novo layout para os Termos de Serviço e Política de Dados. Apesar de ter alterado a forma como demonstra os termos de utilização ao utilizador, o Facebook afirma em comunicado que não houve alterações na “recolha, utilização e partilha e dados aos utilizadores”, nem em “nenhuma das opções de privacidade feitas por estes até à data”.

12 coisas que tem de saber para perceber a polémica do Facebook e da Cambridge Analytica

Na política de dados, a empresa explica que informações recolhe do utilizador (como registo de lista de contacto e sms) e para que é que utiliza os dados. A empresa afirma ainda que a “política de dados” também está a ser atualizada para ficar mais perceptível para os utilizadores de outros serviços da empresa, como o Instangra, Messenger ou WhatsApp.

Até à próxima semana, o Facebook tem aberto um inquérito online para receber a opinião dos utilizadores relativamente às alterações feitas.