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Rio recusa “milagre económico” do Governo e defende aumentos na função pública

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O líder do PSD questionou este domingo o facto de António Costa ter toda a disponibilidade para injectar dinheiro público na banca portuguesa e continuar sem fazer nada em relação à função pública.

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

Autor
  • Miguel Santos Carrapatoso

Rui Rio não aceita a narrativa do Governo socialista. O líder do PSD considera que António Costa não pode falar em milagres económicos quando não há sequer margem para aumentar os salários na função pública. “Não há qualquer milagre económico”, afirmou Rio.

O líder social-democrata intervinha na sessão de encerramento do 25º Congresso da JSD, na cidade da Póvoa de Varzim, quando questionou o facto de o Governo ter disponibilidade para injetar dinheiro público na recapitalização dos bancos portugueses e não ter capacidade ou vontade política para aumentar os salários na função pública.

O ex-presidente da Câmara do Porto fez as contas ao dinheiro já investido na recapitalização da Caixa Geral de Depósitos e do Novo Banco para denunciar aquilo que disse ser a grande contradição do atual Executivo: se há 8 mil milhões para a banca, como é que não existem 300 milhões de euros (valor do aumento de 1,4%, em função da taxa de inflação) para “aumentar os rendimentos da função pública?”, questionou Rio.

Rui Rio desafiou, aliás, António Costa a revelar quem são as entidades ou empresas que não pagaram as dívidas aos bancos e “ficaram com o nosso dinheiro”. “Porque é que o Governo se recusa a fazê-lo?”, insistiu o social-democrata.

João Porfírio / Observador

Com o Programa de Estabilidade recentemente como pano de fundo, o líder do PSD criticou a “fraca ambição” de António Costa em termos de crescimento económico, o aumento do IRC, que em nada contribuiu para a saúde das empresas, o aumento da carga fiscal e a criação de emprego de baixo perfil. Um caminho, sugeriu Rio, que nada tem de sustentável.

Ainda assim, o sucessor de Pedro Passos Coelho reiterou a vontade de fazer acordos de regime com António Costa, em áreas tão diferentes como a Justiça, Sistema Político, Segurança Social e a reforma do Estado. Diringindo-se diretamente a Margarida Balseiro Lopes, Rio desafiou a nova líder do JSD s seguir-lhe do exemplo.

Temos de obrigação de colaborar com os outros. Temos a obrigação de colocar Portugal em primeiro lugar, o partido em segundo e só depois nós próprios. Temos obrigação de preparar o melhor possível o futuro a que a vós pertence. A JSD deve estar preocupada e deve lutar para que Portugal faça as reformas necessárias”, rematou Rui Rio.

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