Como já noticiámos, o Dieselgate subiu de tom e se a Volkswagen já regularizou a situação nos EUA, pagando multas e reparando veículos num total que ascendeu a 24 mil milhões de euros, as autoridades americanas continuam a querer apanhar os responsáveis pela acção criminosa. Depois de já terem prendido alguns quadros médios, apontam agora armas aos administradores que até Setembro de 2015 comandavam o grupo alemão, com destaque para Martin Winterkorn, CEO entre 2007 e 2015, que se demitiu poucos dias depois de rebentar o escândalo, com uma agradável compensação monetária, de que tudo indica irá necessitar para fazer face ao que vem aí.

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O que soubemos agora foi que o novo CEO, Herbert Diess, nomeado há semanas e que nem pertencia ao conglomerado alemão antes do escândalo, voou para os EUA para se encontrar com as autoridades. A notícia foi veiculada pelo jornal alemão Bild, que mencionou uma viagem que Diess realizou em segredo no passado dia 1 de Maio, mas não antes de lhe garantirem que não seria preso.

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O objectivo terá sido reunir-se com os responsáveis pelo departamento de justiça americano, bem como com investigadores do FBI, ao que tudo indica para colaborar activamente para resolver definitivamente o problema, cruzando as informações entretanto reunidas pelo grupo e pelos investigadores americanos.

A empresa alemã não comenta a visita do seu CEO aos EUA, mas a Reuters afirma que uma fonte sua confirmou a visita de Diess, e que ele e Larry Thompson – nomeado pelas autoridades americanas para controlar as reformas a implementar pelo Grupo Volkswagen – estiveram presentes em reuniões com as autoridades judiciais.

A agência noticiosa vai mais longe, informando que esta não terá sido a primeira visita de Diess relacionada sobre o tema, que já teria mantido reuniões com os investigadores americanos quando ainda era apenas o responsável pela Volkswagen e não como agora, que controla todo o grupo.