Cabo Verde

Presidente da República de Cabo Verde diz ser preciso acarinhar e preservar a língua portuguesa

O Presidente da República de Cabo Verde considera que é preciso "acarinhar e preservar" o português, uma língua que considera tem uma "riqueza singular", que está em "franca expansão"

Jorge Carlos Fonseca traçou o contexto histórico da língua portuguesa e enumerou grandes autores lusófonos.

Ricardo Castelo/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O chefe de Estado cabo-verdiano disse esta quinta-feira que é preciso “acarinhar e preservar” o português, uma língua que considera tem uma “riqueza singular”, que está em “franca expansão” e ganhando cada vez mais “importância estratégica”. “A língua portuguesa é a língua que nos une, que é nossa, também nossa, a língua que é preciso acarinhar, que é preciso preservar”, disse Jorge Carlos Fonseca, durante uma conferência que proferiu sobre a língua portuguesa organizada, na cidade da Praia, pelo Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP) e pela embaixada do Brasil em Cabo Verde.

Na sua intervenção, o Presidente da República de Cabo Verde traçou o contexto histórico da língua portuguesa e enumerou grandes autores lusófonos que a usam na escrita, considerando que é uma língua que tem uma “riqueza singular” e que “faz parte de todos os mundos”. Uma língua em “franca expansão”, sobretudo na América e em África, e uma “língua de futuro”, prosseguiu Jorge Carlos Fonseca, notando que o português é falado por mais de 260 milhões de pessoas em todo o mundo.

A conferência foi também realizada no âmbito das comemorações do 05 de maio, o Dia Internacional da Língua Portuguesa e da cultura pelos países lusófonos, instituído em 2009 para promover o sentido de comunidade e de pluralismo dos falantes do português. “Mais do que uma língua de união e que contribuiu para coesão entre os seus falantes, o português ganha cada vez mais importância estratégica, já que também vem sendo adotada como instrumento de trabalho em várias organizações internacionais”, mostrou.

Considerando que a língua portuguesa está a ser cada vez mais procurada e ensinada em instituições de ensino de todo o mundo, com destaque para a China, o chefe de Estado cabo-verdiano disse que é um “ativo económico muito importante” ainda por calcular e explorar. “Mais do que afirmação identitária ou cultural, a língua portuguesa, através das instituições que se ocupam dela nos nossos países, deve tudo fazer para se tornar um fator de desenvolvimento social, económico e humano”, salientou, mostrando a “grande vantagem” da aprendizagem.

“No seio da CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa], o valor económico e o potencial da língua portuguesa são a base para uma plataforma comum de desenvolvimento dos Estados-membros e fortalecimento da comunidade”, continuou o Presidente, considerando que o caminho passa divulgar o português nos vários fóruns e que seja cada vez mais uma língua de negócios nos vários setores. Jorge Carlos Fonseca falou ainda do uso da língua portuguesa em Cabo Verde, considerando que está num “estado pouco recomendável”, quer na fala, quer na escrita.

“A qualidade do ensino, da fala e da escrita da língua portuguesa não andam muito bem [em Cabo Verde]. Dá-me a ideia que há ainda alguns fantasmas, alguns preconceitos, algumas fantasias, alguns receios, muitas vezes relativos a questões identitárias ou parecidas, que não têm razão de ser”, lamentou o mais alto magistrado da Nação cabo-verdiana. Para que tal seja ultrapassado, Jorge Carlos Fonseca considera que é preciso “apostar fortemente” em meios, professores e os métodos de ensino da língua portuguesa no país.

A conferência foi um dos pontos do programa da XIII Reunião Ordinária do Conselho Científico do IILP, que durante três dias contou com participação de representantes das Comissões Nacionais dos Estados Membros da CPLP. Durante a reunião foram discutidos vários assuntos, como a aplicação do Acordo Ortográfico, planos de ação para promoção da língua portuguesa e sucessão dos cargos dirigentes da instituição, com a professora Margarita Correia a ser eleita presidente do Conselho Científico.

No âmbito da reunião, foi também inaugurada uma exposição itinerante do Museu da Língua Portuguesa de São Paulo. O IILP, estrutura da comunidade lusófona, tem sede na cidade da Praia desde a sua criação, em 2002.

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Eleições Europeias

Não há eleições europeias /premium

João Marques de Almeida

O parlamento europeu serve sobretudo para reforçar o poder dos grandes países, cujos partidos dominam os grupos políticos e, principalmente, as comissões parlamentares se fazem as emendas legislativas

Política

O caso Berardo e o regresso a Auschwitz

Luís Filipe Torgal

A psicologia de massas, manipulada pelos novos cénicos «chefes providenciais», vai transfigurando a história em mito, crendo num «admirável mundo novo», depreciando a democracia, diabolizando a Europa

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)