A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, apelou à Rússia para que “aceite a sua responsabilidade” no caso do abate do voo MH17 quando sobrevoava a Ucrânia em 2014.

“A União Europeia (UE) apela à Federação Russa para que assuma as suas responsabilidades e colabore plenamente com todos os esforços no sentido de estabelecer a autoria” do abate do avião, disse, em comunicado, a Alta Representante para a Política Externa da UE.

O míssil que abateu o voo MH17 quando sobrevoava a Ucrânia em 2014 foi lançado de uma unidade militar russa, indicaram na quinta-feira os investigadores internacionais.

Os investigadores “concluíram que o míssil Bouk-Telar que abateu o MH17 veio da 53.ª brigada antiaérea baseada em Koursk, na Rússia”, anunciou Wilbert Paulissen, da Polícia Nacional Holandesa, um dos integrantes da equipa que investiga o caso. “A 53.ª brigada faz parte das forças armadas russas”, acrescentou Paulissen durante uma conferência de imprensa na Holanda, referindo que as conclusões foram tiradas após a análise detalhada de imagens de vídeo e fotos.

Já o procurador holandês Fred Westerbeke disse que os investigadores têm “feito grandes progressos com a identificação de cerca de 100 pessoas envolvidas no facto”, mas disse também que a investigação “ainda não acabou”.

O voo MH17 saiu de Amesterdão, na Holanda, e tinha como destino Kuala Lumpur, na Malásia, quando foi atingido por um míssil a leste da Ucrânia, a 17 de julho de 2014. Todos os 298 passageiros e tripulantes morreram no acidente. A Rússia sempre negou o seu envolvimento no ataque ao avião.