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Agricultura

Empresários angolanos e brasileiros cooperam para desenvolver agricultura em Angola

A Confederação Empresarial de Angola e o consórcio Brasil-África assinaram um protocolo de intenções para o desenvolvimento do agronegócio, assumindo a captação de recursos financeiros.

ANTONIO JOSE/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

A Confederação Empresarial de Angola (CEA) e o consórcio Brasil-África assinaram esta quarta-feira um protocolo de intenções para o desenvolvimento do agronegócio, assumindo a captação de recursos financeiros como o primeiro passo. O documento foi assinado entre o presidente da CEA, Francisco Viana, e o presidente do consórcio brasileiro, Omar Wagner, à margem do I Congresso da Produção Nacional.

Trata-se de um consórcio brasileiro, que integra quatro empresas ligadas ao negócio da agricultura, da lavoura à pecuária, passando pela agroindústria e pelo agronegócio.

Esse protocolo de boas intenções é o passo inicial para a gente continuar nos próximos degraus organizando um documento para a busca de recursos, temos que conseguir dinheiro para isso, porque só o petróleo não vai acabar pagando a conta, então vamos ter que buscar recursos externos”, disse à imprensa o engenheiro agrónomo Omar Wagner.

O presidente do consórcio brasileiro, que é também presidente da Agência Brasil África para o Desenvolvimento Económico Social (ABADES), referiu que neste congresso veio partilhar a experiência brasileira de 40 anos e avançar as prioridades para desenvolver a cooperação com os empresários angolanos num curto espaço de tempo.

“Nós não tínhamos conhecimento nenhum. Hoje, a gente tem, e é esse conhecimento que a gente quer partilhar, não só o conhecimento cognitivo, mas aquele tácito, técnico, ou seja, a informação organizada para o desenvolvimento e é essa nossa proposta”, referiu.

O empresário brasileiro apontou três níveis para que Angola consiga desenvolver a agricultura – organizar vontade política, as ações meio (pesquisa, assistência técnica, extensão rural, estradas e caminhos-de-ferro) e as ações produtivas, porque o resto – bons solos, água, clima e recursos humanos, Angola possui. “Os recursos estão aqui, é um pouquinho de organização e, claro, aproveitar as experiências dos outros”, frisou.

Omar Wagner manifestou-se otimista relativamente à cooperação com a CEA, que “está mais efetiva do que há cinco, seis anos atrás”, quando tentativa igual foi feita com o Governo. “Tropeços em cima de tropeços, deixa para amanhã, não sai, agora não, o empresariado parece que vai ser diferente”, disse.

Por sua vez, o presidente da CEA, Francisco Viana, congratulou-se com o facto de integrarem o consórcio brasileiro aqueles que considerou como os dois mais importantes ministros da Agricultura do Brasil, frisando que os melhores especialistas do Brasil vieram até Angola e estão à sua disposição.

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