Água

Portuguesa eleita para mudar área da água e saneamento no mundo

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Portuguesa Catarina Albuquerque preside a partir de setembro à parceria da ONU "Água e Saneamento para Todos". Em entrevista à agência Lusa diz que ambiciona mudar a realidade do mundo até 2030.

ANDY RAIN/EPA

Catarina Albuquerque quer “chegar a 2030 e garantir que não existe ninguém à face da Terra sem acesso a água e saneamento de qualidade e com dignidade”. Em entrevista à Lusa, a portuguesa que vai presidir à parceria da ONU “Água e Saneamento para Todos” diz que ambiciona mudar a realidade do mundo.

Será um dos mais altos cargos ocupado alguma vez por um português na UNICEF (há cerca de duas décadas outra portuguesa ocupou um cargo num patamar idêntico).

Catarina Albuquerque já estava ligada à parceria das Nações Unidas “Sanitation and Water for All”, para a qual tinha sido convidada há três anos para diretora executiva, depois de ter sido a primeira relatora especial da ONU para a defesa do direito à água potável e ao saneamento. Pela sua mão as Nações Unidas reconheceram a água e o saneamento como direitos universais.

Agora, vai assumir o cargo de presidente do Conselho de Administração, para o qual concorreram mais de 200 pessoas. A parceria também evoluiu nos últimos anos, com o dobro de parceiros, entre países e doadores, e o dobro do orçamento.

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É por isso que, afirmou, vai ter mais responsabilidades na iniciativa da ONU, criada para dar mais visibilidade política ao tema da água e saneamento e congregar vontades e compromissos mundiais.

“O principal desafio é traduzir estas boas vontades e estes compromissos num impacto real a nível nacional. A minha aposta é conseguir que em cada país que seja nosso parceiro haja alianças entre governos, doadores e privados”, para se “definirem políticas, para cada um saber o que quer”, o que vai fazer, como vai conseguir eliminar desigualdades e como vai chegar “às populações mais marginalizadas”, disse.

O financiamento é também, acrescentou, um duplo problema, porque à falta de dinheiro junta-se “o mau uso do dinheiro existente”.

“Um dos objetivos é conseguir aumentar o financiamento para o setor, a nível nacional, regional e global. E que o dinheiro que existe seja melhor gasto, que não seja gasto por impulso” mas que seja investido de maneira planeada, para garantir a sustentabilidade desses investimentos. “Há países que têm feito empréstimos, que têm sido ruinosos para a economia, para construir sistemas na área da água e saneamento que são insustentáveis”.

Catarina Albuquerque sabe que há mais pessoas sem acesso a água em países não ocidentais, dá o exemplo da China ou da Índia, dá o exemplo de África, mas garante que todos os países do mundo a preocupam.

“Preocupam-me os sem abrigo em Lisboa, as comunidades ciganas na Europa de leste, os requerentes de asilo e refugiados” em toda a parte. “Todos os países têm um esforço a desenvolver e não há nenhum que possa dizer ´eu consegui garantir água e saneamento para todas as pessoas que vivem no meu país`”, disse.

A parceria da ONU junta países desenvolvidos e em desenvolvimento, doadores, agências multilaterais e sociedade civil.

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