Dez colégios que pertencem ao grupo GPS vão receber cerca de 10 milhões de euros através dos contratos de associação do próximo ano letivo. O Ministério da Educação justificou a decisão com a falta de oferta pública e com o facto de ainda não terem sido dadas como provadas as acusações de corrupção ativa, peculato, falsificação de documentos, burla qualificada e abuso de confiança de que são alvo o fundador do grupo, António Calvete, e outros quatro administradores.

A notícia está a ser avançada, este sábado, pelo Expresso. O ministério de Tiago Brandão Rodrigues deu a conhecer, esta semana, os 29 colégios que terão novos contratados de associação, um total de 208 turmas do 2º e 3º ciclo e secundário financiadas pelo Estado — uma lista ainda provisória.

Dos dez colégios do grupo, três já tinham contratos de associação e outros sete passarão a ter, a partir do próximo ano letivo, turmas subsidiadas. O grupo terá um total de 42 novas turmas subsidiadas — só o Colégio Miramar, no concelho de Mafra, terá 16.

No ano letivo de 2015/2016, adiantou ainda o Ministério da Educação ao semanário, o colégio GPS chegou a receber 21 milhões de euros do Estado por 13 colégios com contratos de associação.

Recorde-se que o Ministério Público acusou os cinco dirigentes do grupo GPS de se terem apoderado de mais de 30 milhões de euros que o grupo recebeu no âmbito dos contratos de associação e que foram utilizados para pagar despesas pessoais, nomeadamente cruzeiros, jantares, carros, vinho e, até, bilhetes para o mundial de futebol.

Como o grupo GPS se tornou grande e “poderoso” em poucos anos