John Krafcik, o CEO da Waymo – a divisão criada pela Google para o desenvolvimento da condução autónoma –, serviu-se do Twitter para anunciar que a companhia superou a barreira dos 12 milhões de quilómetros percorridos em veículos autónomos, em vias abertas ao trânsito. É um salto gigantesco, se considerarmos que em Junho de 2015 a Waymo contabilizava apenas 1,6 milhões de quilómetros.

A aceleração do ritmo, que agora se cifra numa média diária superior a 40 mil quilómetros, revela não só que a tecnologia está a ser aperfeiçoada, como também que a empresa está focada em alcançar a meta de colocar ao serviço táxis autónomos, ainda no decorrer deste ano.

Daí a satisfação de Krafcik, que é o primeiro a admitir que cada quilómetro percorrido é essencial para melhorar o sistema. E isso é válido na estrada, em condições reais de tráfego, mas também em ambiente virtual, num simulador que já conta com mais de 8 mil milhões de quilómetros.

São estes números que permitem à Waymo posicionar-se, neste momento, como a companhia mais bem preparada para a condução autónoma. Como a tecnologia só poderá ser comercializada quando for considerada segura, cada novo contexto que permita fazer evoluir o software é literalmente um passo frente, que nos deixa mais próximos de uma realidade em que os carros não precisam de condutor.

Entretanto, a Waymo continua a fazer circular uma frota de 600 Chrysler Pacifica Hybrid. Mas os planos futuros excedem largamente este número: a Jaguar vai fornecer-lhe 20 mil I-Pace, dentro de dois anos, pelo que os testes no SUV britânico arrancarão já no final deste ano. Para além disso, a Waymo já chegou a acordo com a Fiat Chrysler Automobiles, no sentido de somar à frota autónoma mais 62 mil unidades do monovolume da Chrysler.