O valor médio das avaliações bancárias subiu mais 4 euros em junho, para 1.180 euros por metro quadrado — um novo máximo desde finais de 2008. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), em comparação com o mesmo mês de 2017, o valor médio aumentou 6,1%.

A média é apurada a partir das novas operações de crédito bancário para compra de casa. O INE adianta que, em comparação com o período homólogo, o valor médio das avaliações aumentou 68 euros em junho (correspondente a 6,1%), tendo o valor de apartamentos e de moradias aumentado 6,9% e 4,1%, respetivamente.

Em termos regionais, “a taxa de variação homóloga mais elevada para o conjunto das avaliações verificou-se na Região Autónoma da Madeira (8,0%) e a menor no Alentejo (2,6%).

Os dados do INE referem-se a junho, mês em que o Banco de Portugal indicou que começaram a surgir ‘alguns sinais de sobrevalorização” dos preços no imobiliário em Portugal, em especial no segmento residencial. Nesta fase, ao olhar para os dados disponíveis, o Banco de Portugal considera que as indicações de sobrevalorização são “muito limitadas“, mas deixa o alerta: “a duração e a rapidez do crescimento dos preços podem implicar riscos para a estabilidade financeira em caso de persistência ou reforço desta dinâmica“.

Desde então, também a CMVM emitiu um alerta, notando as “questões” em torno da “sustentabilidade” dos preços do imobiliário no país, depois do “aumento pronunciado” que se regista desde 2012 e que acelerou a partir de 2015.