Primeiro foi Rui Jorge Rego a pedir o adiamento por duas horas para a oficialização da lista (das 15h30 para as 17h30), depois foi a própria Mesa da Assembleia Geral a pedir também um ligeiro adiamento de meia hora (das 17h30 para as 18h) sendo que o candidato já se encontrava na zona do hall VIP de Alvalade. À terceira foi mesmo de vez e o advogado de 46 anos entregou mesmo a candidatura à presidência do Sporting, naquela que foi a oitava e última ao sufrágio do próximo dia 8 de setembro.

Ainda antes dessa formalidade, Rui Jorge Rego, que foi secretário da Mesa da Assembleia Geral da SAD com Godinho Lopes, explicou de forma global o projeto que pretende preconizar caso seja eleito presidente dos leões. “Aquilo que é a principal diferença em relação às outras candidaturas passa pela profissionalização da SAD, com elementos que tenham não só experiência na área mas também internacionalização. Queremos uma SAD gerida por profissionais, que nos permita também aumentar as receitas. Essa é a grande diferença que temos em relação aos outros”, advogou.

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“Temos um projeto de futuro para o Sporting, alicerçado nomeadamente nas parcerias financeiras. Quem? Esses parceiros financeiros serão apresentados a seu tempo, durante a campanha. Posso dizer que vão permitir que o Sporting consiga resolver a sua situação financeira e construa uma equipa competitiva, independentemente da entrada ou não na Liga dos Campeões. São investidores estrangeiros e que nos vão ajudar a colaborar na expansão da marca Sporting a nível mundial, com especial incidência nos países de expressão portuguesa”, acrescentou, antes de sublinhar que a permanência de José Peseiro é uma “não questão”: “É treinador do Sporting, tem contrato pelo que sei até ao final da época e é para cumprir”.

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Mais tarde, Rui Jorge Rego mostrou-se “satisfeito pelo cumprir a formalidade” da entrega de lista, falando também na “mudança de chip” na sua campanha e no próprio Sporting. “A partir de agora vai haver essa mudança de chip, porque nos podemos concentrar nos debates que existirão para discutir projetos e ideias. Se é também uma mudança de chip caso ganhe? De certa forma sim, sobretudo na SAD”, destacou, dizendo que a questão da sociedade que gere o futebol verde e branco é apenas “uma bandeira e não ‘a’ bandeira”. “Além da profissionalização da SAD, temos três outros grandes pilares: a revisão dos estatutos, a profissionalização das modalidades que já não são amadoras e a internacionalização da marca, que é muito importante. Ainda no outro dia um sócio me dizia que, no passado, foi com este modelo na SAD que fomos campeões”, atirou.

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Já Bruno Conceição, sobrinho-neto de Travassos, antiga glória do futebol leonino e dos Cinco Violinos, que ponderou avançar com uma candidatura, explicou o porquê de ter integrado a lista de Rui Jorge Rego. “Tinha tudo montado e preparado porque considero que o Sporting assim não fica resolvido, fica adiado. É isso que não pode acontecer. Em princípio só haverá uma candidatura entre nós porque estou nestas listas e assim ficarei se se confirmar o que fomos falando. Revejo-me em algumas ideias que partilho, como a responsabilização dos dirigentes desportivos pelos resultados e a internacionalização da marca. Vivo o Sporting desde os três anos. Fala-se dos notáveis mas com eles o Sporting em 40 anos ganhou três títulos”, disse.