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Crime

Irmã de Luís Grilo não acredita que mulher do triatleta esteja envolvida no crime: “Ponho as minhas mãos no lume por ela”

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Júlia Grilo recordou que o irmão e a cunhada "ainda eram um casal apaixonado" e excluiu a hipótese de crime passional. A irmã de Luís Grilo acredita que o irmão foi vítima de um roubo que correu mal.

O triatleta Luís Grilo desapareceu a 16 de julho e foi encontrado morto a 24 de agosto

A irmã do tritleta que foi encontrado morto, depois de mais de um mês desaparecido, exclui que a hipótese de crime passional esteja na origem da morte de Luís Grilo. Em declarações à CMTV, Júlia Grilo defendeu a cunhada, por quem põe as “mãos no lume”, confessando que não acredita que Rosa Grilo esteja envolvida no homicídio.

Não admito a ninguém que fale da Rosa. A mim, não me interessa aquilo que os outros acham. Interessa-me o que nós achamos dela. Ponho as minhas mãos no lume por ela. Aliás, toda a família”, defendeu.

Júlia Grilo recordou que o irmão e a cunhada “ainda eram um casal apaixonado” e “amigo” apesar de já estarem casados há 20 anos. A irmã do triatleta contou que Rosa Grilo costumava acompanhar o marido, de 50 anos, nas provas de triatlo. “Faziam férias juntos, viviam a vida um do outro. Ela concordava sempre com a ida dele para as provas de triatlo”, acrescentou também.

A investigação do caso do triatleta é complexa e todas as hipóteses estão em aberto, incluindo a de crime passional. O facto de Luís Grilo ter sido deixado sem roupa pode sustentar essa tese. “Quem o matou pode ter querido vingar-se e quis como que deixar um recado, não a ele mas a quem o possa entender, de que foi por ele andar despido que foi morto“, admitiu fonte da PJ ao Observador.

O local onde o corpo de Luís Grilo foi encontrado, no dia 24 de agosto, também está a ser tido em conta pela investigação. O triatleta foi deixado na berma de uma estrada de terra batida em Álcorrego, a cerca de 17 quilómetros de Benavila, o local onde vive a família da mulher, Rosa Grilo. A irmã do triatleta contou também que Luís Grilo lhe dizia “com frequência que ia à terra, referindo-se a Benavila”.

Cheguei a ir la passar fins de semana quando estava lá a avó da Rosa, uma matriarca de família. Ele dizia-me com frequência que ia à terra, referindo-se a Benavila. Iam sempre juntos, em família“, explicou Júlia Grilo.

O triatleta percorria frequentemente os quase 150 quilómetros que separam Cachoeiras, onde residia, de Benavila. Luís Grilo ia de bicicleta e a mulher acompanhava-o de carro. Depois, pernoitavam nas casa dos familiares.

Júlia Grilo acredita que irmão foi morto depois de um roubo

A irmã do triatleta, que chegou a pensar que Luís Grilo tivesse tido um acidente, acredita agora que o irmão pode ter sido vítima de um roubo que correu mal e acabou com um homicídio.

Ao contrário do que chegou a ser avançado, as autoridades ainda consideram que um assalto pode ter levado a este desfecho, confirmou fonte da PJ ao Observador. O ataque pode ter saído fora do controlo dos assaltantes, que entraram em pânico e tentaram livrar-se do corpo.

Estava a espera que fosse um acidente. Andei nas buscas por ele e até ao décimo dia tive esperanças mas a pouco e pouco fui perdendo a fé de o encontrar. Eu sempre disse: ‘O meu Luís não ia desaparecer por ele. Ele não deixava o filho, não deixava mesmo o filho'”, disse Júlia Grilo.

O facto de a bicicleta não ter, ainda, aparecido, sustenta a hipótese de roubo, por eventualmente ter um valor que justificasse o roubo. Apesar de o telemóvel ter sido encontrado — o que significa que não foi roubado — não se sabe se Luís Grilo costumava treinar com dinheiro, que possa ter sido levado. Há ainda uma outra hipótese: “como engenheiro informático”, o triatleta poderia ter “um valor intrínseco que fosse obrigado a fazer determinado tipo de operação”, explicou fonte da PJ.

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