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O CDS volta a admitir chamar o primeiro-ministro ao inquérito parlamentar — que será aprovado na sexta-feira — ao assalto ao paiol de Tancos. A convicção sai reforçada com os novos dados conhecidos sobre o caso, nomeadamente a assunção pelo chefe de gabinete do ex-ministro da Defesa de ter informado Azeredo Lopes do encobrimento do crime.

Parece evidente que do, ponto de vista de apuramento de responsabilidades políticas, é imprescindível ouvir o primeiro-ministro”

O líder parlamentar centrista, Nuno Magalhães, diz mesmo que “cada dia que passa é mais evidente a necessidade de chamar o primeiro-ministro” à comissão de inquérito parlamentar que vai ser constituída a pedido do CDS. “É evidente que, de acordo com o regime, o primeiro-ministro pode depor por escrito mas isso não impede que deponha”, acrescenta ainda quando confrontado com a posição do líder do PSD, Rui Rio, sobre o mesmo assunto.

Tancos. Rio suspeita de que Costa sabia, mas recusa chamá-lo à comissão de inquérito

“O que é dito numa comissão de inquérito pode ser carreado como meio de prova para o próprio inquérito judicial. E isso já aconteceu, no passado, muitas vezes”, afirma para reforçar aquilo que o CDS não descarta fazer. Isto embora Nuno Magalhães também admita que chamar António Costa não é a prioridade do CDS no inquérito, ao dizer que o partido não pretende “começar a casa pelo telhado. Há muitos alicerces para serem ouvidos neste momento”. Duas das audições que o CDS dá já como  seguramente pedidas são precisamente as de Azeredo Lopes e do seu chefe de gabinete, o tenente-general Martins Pereira.

Tancos. Azeredo Lopes está disponível para depôr

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O CDS considera que as declarações prestada no inquérito judicial “devem permanecer” na justiça e que as que “serão relevantes para o apuramento da responsabilidade política serão as declarações que quer o ex-chefe de gabinete do ministro da Defesa, quer o senhor ex-ministro possam fazer quando confrontados e depois de chamados — como serão — pelo CDS na comissão de inquérito”.