A princesa japonesa Ayako, de 28 anos, renunciou ao cargo real ao casar-se, esta segunda-feira, com Kei Moriya, de 32, numa cerimónia tradicional no Santuário de Meiji, em Tóquio. Ayako converteu-se, assim, na última mulher a abandonar a Família Real Imperial para casar com um empresário da companhia marítima Nippon Yusen.

Ayako — a terceira filha do príncipe Takamado, já falecido, e da princesa Takamado — vestiu um quimono de tom amarelado, com múltiplas camadas e apareceu com um penteado à moda da aristocracia imperial. O noivo, por sua vez, vestiu um fraque preto e umas calças cinzentas; juntos caminhavam assim para a cerimónia no Santuário de Meiji, dedicado ao espírito do seu bisavô — o imperador Meiji.

A princesa Ayako e o seu noivo, Kei Moriya, na cerimónia de 29 de outubro, no Santuário de Meiji, em Tóquio (Getty Images).

No entanto, a questão parece ser mais complexa para a Família Real japonesa, uma vez que o futuro da monarquia hereditária mais antiga do mundo está em causa. O imperador Akihito foi o primeiro príncipe herdeiro a casar-se com uma mulher da classe plebeia, que acabou por se converter na imperatriz Michiko. Agora, foi a vez de Ayako, que acabou de perder o título de princesa para passar a ser (apenas) Ayako Moriya.

O príncipe herdeiro Naruhito, quem vai tomar o poder quando Akihito abdicar do trono no próximo ano, o seu irmão, Fumihito, o seu sobrinho Hisahito e o irmão do atual imperador, Masahito, são os únicos quatro herdeiros homens que restam no trono.

O panorama da Família Real do Japão já fez com que houvesse pedidos para mudar a Lei da Sucessão Imperial.