A Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR) defendeu esta quarta-feira a necessidade de rever o modelo de integração de refugiados em Portugal, adiantando que o caso das três famílias de Miranda do Corvo não é uma situação isolada.

Na segunda-feira, três famílias de refugiados sírios instaladas em Miranda do Corvo, Coimbra, ficaram sem água e eletricidade nas casas que habitam por ordem da Fundação ADFP, proprietária das habitações, depois de os apoios do programa de acolhimento em Portugal terem terminado em setembro.

Em comunicado, a Plataforma reitera “a necessidade de uniformizar e rever o modelo de integração de refugiados em Portugal“, adiantando que o caso destas famílias “não é uma situação isolada”.

“É urgente encontrar soluções coerentes e integradas que não se limitem à emergência caso-a-caso, mas assegurem a articulação dos agentes envolvidos sob as mesmas pautas de ação, sob pena de se criar um problema maior de desigualdade e dispersão de esforços”, sublinha a PAR. A plataforma apela ainda para que sejam retomadas as reuniões do Grupo Interministerial criado para articular as respostas entre as entidades envolvidas na integração de refugiados, que não se realizam desde dezembro de 2017.

Assinalando a “gravidade e extrema urgência” da situação das famílias de Miranda do Corvo, a PAR disse ter pedido esta quarta-feira uma reunião “de urgência” com o Alto Comissariado para as Migrações (ACM), o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social e a Secretaria de Estado para a Cidadania e Igualdade, para que sejam retomadas essas reuniões.

O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, disse terça-feira que o Governo está a avaliar a situação das famílias de refugiados sírios de Miranda do Corvo para que os apoios possam vir a ser alargados.