A Volkswagen Autoeuropa terá pago 120 mil euros à Força Aérea Portuguesa para poder estacionar até oito mil carros na Base Aérea do Montijo durante cerca de três meses. O protocolo foi assinado em agosto, mas só agora foi revelado, avança a TSF. 

O documento assinado prevê que esta é uma solução “excecional” e que “não afeta em circunstância alguma a operação e segurança” da Força Aérea. Caso a empresa usufrua da capacidade máxima disponibilizada, cada lugar vai custar à Autoeuropa cerca de 16 cêntimos por dia ou 15 euros por lugar durante os 93 dias (isto fazendo as contas sem IVA que também terá de ser pago).

Não há, ainda, confirmação por parte da Autoeuropa do número de carros que tem estacionados no Montijo, ainda assim uma fonte afirmou à TSF que varia diariamente e nunca se terá atingido a capacidade máxima. O protocolo assinado, e que dura até 17 dezembro, estabelece ainda que pode ser alargado até dez mil carros. Nesse caso, a Autoeuropa terá que desembolsar 50 cêntimos por dia por cada carro a mais.

As estas despesas acrescem cerca de 27 euros por cada funcionário da Autoeuropa que entre na base do Montijo, justificando despesas de água, energia, limpeza e refeições.

No documento, os militares garantem também que o protocolo pode ser cessado a qualquer momento e que não terão que indemnizar a empresa caso essa situação se verifique ou caso algum carro tenha estragos. Por outro lado, a Autoeuropa compromete-se a não ceder o espaço a outras empresas e a limpar as zonas de parqueamento no final.

Com este protocolo a Força Aérea sublinha que teve em conta aquilo “que a Autoeuropa representa para a economia nacional” e que a base tem espaço suficiente para receber os carros sem colocar em causa a atividade militar.