A história já tem uns anos, mas só agora se tornou pública, devido ao processo que o cliente moveu contra a marca. Em 31 de Dezembro de 2014, John Schneider tomou posse do seu novo Model S e rumou a casa, na Pensilvânia. Segundo a queixa, durante a viagem, o veículo começou a emitir algum fumo ao nível do assento posterior, o que o levou a parar na berma da estrada. Do fumo rapidamente se evoluiu para um incêndio, que consumiria o veículo para desespero do condutor.

Contactada a Tesla, tanto mais que o responsável regional, Scott Bruns, tinha informado horas antes o cliente que havia alguns problemas com a bateria do carro, a marca rapidamente se prontificou a substituir o veículo, pois tudo aparentava ser um problema de origem, isto enquanto os seus técnicos recolhiam o Model S para iniciar uma investigação, destinada a identificar o problema e a evitar futuras ocorrências.

Quando tudo parecia bem encaminhado para uma solução rápida, isto já depois de ter sido assinado um contrato entre Schneider e a Tesla, em que a marca se prontificava a substituir o veículo e o cliente a não “arejar” excessivamente a história do incêndio, eis que tudo se complicou. Tudo porque durante a análise do Model S sinistrado, a Tesla descobriu o motivo para o incêndio: alguém sentado atrás tinha disparado um tiro contra a plataforma do carro e acertado na bateria.

Posto isto, Schneider, que já estava pronto para receber o seu Model S novo, recebeu uma carta do fabricante, a 21 de Janeiro, onde era informado que, em virtude da estranha descoberta, o contrato antes assinado era unilateralmente declarado inválido, por o proprietário ter omitido factos relevantes em relação ao incêndio. Porém, o queixoso optou por recorrer ao tribunal da Pensilvânia para obrigar a Tesla a cumprir o que tinha prometido, antes de descobrir a bala alojada na bateria.

Curiosamente, a queixa apresentada por Schneider nunca se refere ao tiro e muito menos o nega, mas apenas ao incumprimento do contrato, assinado por ambas as partes. Depois de algumas conversas entre os advogados, as partes chegaram a acordo, sem que tenham sido reveladas as condições, o que levou a acção a ser retirada.