Guiné Equatorial

Portugal e Guiné Equatorial assinam acordo para promover ensino do português

Foi assinado um novo acordo entre o Instituto Camões e a Universidade Nacional da Guiné Equatorial para promover o ensino da língua portuguesa a nível universitário naquele país africano.

A Guiné Equatorial faz parte da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa desde 2014 e desde aí que se comprometeu a promover uso do português e a abolir a pena de morte

JOAO RELVAS/LUSA

A Universidade Nacional da Guiné Equatorial (UNGE) e o Instituto Camões assinaram esta terça-feira um acordo, em Malabo para o ensino de português a nível universitário naquele país africano.

“O acordo é a concretização de uma das vontades do Governo Português, que através do Instituto Camões disponibiliza um vetor, um professor, para estar a trabalhar na UNGE conjuntamente para promover o ensino da língua através da universidade”, disse à Lusa o embaixador da Guiné Equatorial em Portugal, Tito Mba Ada.

Segundo o diplomata, numa primeira fase, será enviado uma docente para a Guiné Equatorial, onde trabalhará para “impulsionar a formação de professores”.

A professora ficará encarregue de assegurar o desenvolvimento de dois currículos de formação na área de “Estudos Portugueses”.

Para Tito Mba Ada, é difícil prever o número de professores que integrarão este projeto. “Eu não tenho condição de dizer o número. O número será resultado do diagnóstico no terreno”, acrescentou.

O embaixador justificou a escolha do Instituto Camões para parceiro neste acordo. “A planificação do currículo é um aspeto positivo que o Camões sabe fazer e vai trabalhar agora com a universidade”, referiu o Tito Mba Ada.

Ainda assim, o representante africano lembrou que o acordo é “concretamente” com o Camões e relativo ao ensino superior, assinalando que a Guiné Equatorial está a desenvolver outras parcerias.

“Temos também um acordo com a Universidade do Minho, que vai ser iniciado em pouco tempo, no âmbito de, além da formação universitária, apoiar no ensino da língua. Temos acordos também com a Universidade do Porto, formámos parte, agora, das universidades de educação à distância da CPLP, que vai ser também um instrumento poderoso para aumentar a língua”, referiu Tito Mba Ada.

Além disso, referiu o representante, o país tem outras iniciativas planificadas, não só a nível universitário, mas também “no âmbito social, administração pública, e também escolas, além das iniciativas privadas”

Numa nota enviada à Lusa, o gabinete do ministro dos Negócios Estrangeiros confirmou a assinatura de “um importante protocolo que marca o início da cooperação em matéria de promoção da língua portuguesa” na Guiné Equatorial.

Este país africano faz parte, desde 2014, da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), tendo-se comprometido a disseminar o uso do português e a abolir a pena de morte — algo que ainda não aconteceu, estando em vigor uma moratória.

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