A polícia do Reino Unido informou este sábado que duas pessoas foram detidas por suspeita de “uso criminoso de drones” no caso do aeroporto de Gatwick, que obrigou por duas vezes ao seu encerramento.

“Como parte da investigação sobre o uso criminoso de drones que interromperam seriamente a descolagem e aterragem de voos no Aeroporto de Gatwick, a polícia de Sussex realizou duas detenções às 22h00 [de sexta-feira]”, anunciou um responsável policial, James Collis.

Segundo a polícia britânica, os dois detidos são um homem de 47 anos e uma mulher de 54, ambos residentes em Crawley, West Sussex, uma localidade muito próxima do aeroporto. As autoridades explicam que podem agora enfrentar acusações de por terem perturbado os serviços de aviação civil, de forma a colocar em risco a segurança de pessoas e operações.

O agente Collis garantiu, contudo, que a operação ainda não foi encerrada: “As nossas investigações continuam e as nossas atividades no aeroporto também continuam para aumentarmos a resiliência e detetarmos e mitigarmos incursões de drones que possam ocorrer no futuro.”

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Na sexta-feira, aquele que é o segundo maior aeroporto do Reino Unido voltou a permitir descolagens e aterragens, apesar de detetado novamente um ‘drone’ (aparelho voador não-tripulado)” que levou a uma breve suspensão dos voos, depois da reabertura de manhã, após 36 horas de encerramento.

Na quinta-feira, ficaram em terra 760 voos e no dia seguinte foram cancelados 155, o que afetou mais de 120 mil passageiros, a alguns dias do Natal.

Pouco mais de 11 horas depois de ter retomado a atividade na sexta-feira, o aeroporto de Gatwick voltou a ser alvo daquilo que a polícia classificou como “um ato deliberado” com recurso a estes aparelhos de controlo remoto.

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O primeiro deles, de tipo industrial, foi detetado na quarta-feira pelas 21h30 e, desde então, a atividade aérea manteve-se suspensa até às 06h30 de sexta-feira.

No Reino Unido, o uso de drones perto de aeroportos é punido com pena de prisão até cinco anos.