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Novo aeroporto não se fará se estudo ambiental não permitir

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Um dia após a assinatura do acordo entre o Estado e a ANA, o primeiro-ministro, António Costa, garantiu que o novo aeroporto previsto para o Montijo não se fará se o estudo ambiental não o permitir.

O primeiro-ministro, António Costa, na assinatura do acordo de financiamento da expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

O primeiro-ministro, António Costa, garantiu esta quarta-feira que o novo aeroporto previsto para o Montijo “não se fará se o estudo de impacto ambiental não o permitir fazer”.

A questão do aeroporto… não se fará se o estudo de impacto ambiental não o permitir fazer”, afirmou o chefe do executivo, em declarações aos jornalistas durante uma viagem de metro em Lisboa, um dia após a assinatura do acordo entre o Estado e a ANA — Aeroportos de Portugal, prevendo um investimento de 1,15 mil milhões de euros até 2028.

António Costa, acompanhado pelo ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes, e pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, viajou no Metropolitano de Lisboa entre a Baixa-Chiado e o Alto dos Moinhos, local do lançamento do concurso para o prolongamento das linhas verde e amarela, com novas estações em Santos e na Estrela, num investimento de 210 milhões de euros até 2023.

“O estudo (de impacto ambiental sobre o novo aeroporto no Montijo) pode dizer várias coisas. Pode dizer que sim, sob certas condições, e a ANA assegura desde já o compromisso de fazer a obra de acordo com as condições que vierem a ser definidas. Pode dizer sim sem qualquer restrição ou pode dizer não. Não é provável que o diga relativamente a uma infraestrutura que já hoje é um aeroporto (base da Força Aérea)”, argumentou.

O primeiro-ministro referiu que a eventual avaliação ambiental negativa da obra é um “enorme problema para a região de Lisboa” porque o “plano B” — construção de um “aeroporto de raiz e único” em Alcochete –, defendida pelo chefe de Governo “há 10 anos”, demoraria “10 a 15 anos” a ser levada a cabo em vez dos três anos previstos para a “solução Portela+1”, ou seja, a nova estrutura no Montijo, “que resolverá o problema para muitas décadas”.

O entendimento com a ANA inclui a expansão do aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, e a transformação da base aérea do Montijo em aeroporto civil, cujo início de funcionamento está previsto para 2022, prevendo-se capacidade para sete milhões de passageiros.

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