Moçambique

Renamo ainda sem candidato oficial à sucessão de Dhlakama

A Renamo, principal partido de oposição de Moçambique, ainda não tem candidato oficial à sucessão de Afonso Dhlakama. Ainda assim, o candidato será apresentado a 15 de janeiro no congresso do partido.

Segundo o Conselho Nacional da Renamo, o candidato deve ter nacionalidade moçambicana, ter ocupado a função de secretário-geral, ter 15 anos de militância e ser membro idóneo e de reconhecido mérito

RICARDO FRANCO/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

A Renamo, principal partido da oposição em Moçambique ainda não tem um candidato oficial para a sucessão do líder histórico, Afonso Dhlakama, falecido em maio passado, na Gorongosa, disse esta sexta-feira à Lusa fonte oficial.

Angelina Enoque, chefe do gabinete eleitoral do 6.º Congresso da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), disse que nenhuma candidatura formal deu entrada no órgão, criado no Conselho Nacional em novembro, para preparar a sucessão do presidente do partido no congresso que decorre na próxima semana na Gorongosa, Sofala, centro de Moçambique.

Candidatos oficiais, neste momento, posso dizer que não tenho nenhum”, disse Angelina Enoque, também deputada pela Renamo, quando faltam quatro dias para o congresso, acrescentando que “as candidaturas vão ser formalmente depositadas lá (na Gorongosa) no dia 15 de janeiro”, a data do início do congresso do partido.

A responsável reconheceu, no entanto, que as candidaturas deviam ser submetidas com alguma antecedência, para o gabinete eleitoral remeter à comissão eleitoral, que por sua vez depositaria a mesa para a votação na plenária do congresso.

Angelina Enoque fez notar, contudo, que circulam já “três nomes” à sucessão de Afonso Dhlakama, sem especificar, esperando, que as candidaturas preencham os requisitos necessários para a sua validação.

O que nós estamos a instruir é que façam o possível para que não tenham graves erros (das candidaturas)” para evitar problemas de última hora que entravem o depósito da candidatura, disse Angelina Enoque, adiantando que “o regulamento (do partido) é claro e o perfil aprovado pelo conselho nacional também é claro”.

Em novembro, o Conselho Nacional da Renamo definiu que o sucessor de Afonso Dhlakama deve ter a nacionalidade moçambicana, ter ocupado a função de secretário-geral, ter 15 anos de militância e ser membro idóneo e de reconhecido mérito.

Além disso, o próximo líder deve ser uma figura que combateu pela Renamo na guerra civil dos 16 anos, que opôs o braço armado do partido e as forças governamentais.

Um dos possíveis candidatos à sucessão é Elias Dhlakama, irmão de Afonso Dhlakama, apesar de não cumprir todos os requisitos exigidos para o cargo, nomeadamente não ter 15 anos de militância no partido, porque fazia parte das Forças Armadas, e não ter sido secretário-geral.

O outro possível candidato é Ossufo Momade, que dirige de forma interina o partido. O terceiro nome apontando para sucessão de Afonso Dhlakama é de Manuel Bissopo, atual secretário-geral do partido, que a semelhança de outros dois já manifestaram interesse de concorrer ao cargo.

A Renamo realiza de 15 a 17 de janeiro o 6.º congresso eletivo do partido numa das bases na serra da Gorongosa, que deverá escolher o sucessor de Afonso Dhlakama na presidência do partido e automaticamente candidato do partido nas eleições presidenciais de outubro próximo.

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