Hospital de Santa Maria

Diretores do Centro Hospitalar Lisboa Norte preocupados pela não recondução de presidente

Diretores do Centro Hospitalar Lisboa Norte enviaram carta à ministra da Saúde a mostrar preocupação e estranheza pela não recondução de Carlos Martins no cargo de presidente.

O Hospital de Santa Maria e o Hospital Pulido Valente fazem parte do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte

Tiago Petinga/LUSA

Os diretores de Departamento e de Serviço do CHULN enviaram uma carta à ministra da Saúde, Marta Temido, no seguimento da notícia avançada na quinta-feira sobre a não recondução de Carlos Martins no cargo de presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN) — de que faz parte o Hospital de Santa Maria e o Hospital Pulido Valente.

Na carta, enviada esta sexta-feira, os responsáveis manifestam estranheza, mas sobretudo preocupação com a notícia, dizendo que não podem “deixar de, coletivamente, estranhar que seja interrompido o trabalho de uma administração que sempre contou com o apoio da esmagadora maioria das chefias deste centro hospitalar”. Os subscritores da carta dizem recear que os “projetos e investimentos que visam o melhoramento do funcionamento de várias áreas do CHULN” possam estar comprometidos com a “mudança súbita de administração”.

Carlos Martins tem sido uma voz crítica do Governo de António Costa. Em outubro de 2016, perante um despacho governamental que obrigava os hospitais a pedirem autorização para todas as despesas, Carlos Martins disse que preferia “ir a tribunal por não cumprir um despacho do que por homicídio”.

Ex-deputado do PSD, foi nomeado presidente do Hospital de Santa Maria em 2013 e reconduzido no cargo em 2016. Em julho de 2018, o Tribunal de Contas elaborou um relatório onde apontava que a dívida do Centro Hospitalar e Universitário de Lisboa Norte cresceu quase sete milhões de euros por mês em 2017, considerando ainda que se encontrava em falência técnica em 2015 e 2016.

À altura, em declarações à Lusa, Carlos Martins disse que as conclusões do Tribunal de Contas eram “injustas, sobretudo porque estão fora do contexto na sua esmagadora maioria”.

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