Os CTT — Correios de Portugal receberam em 2018 duas reclamações por cada dez mil objetos distribuídos pelos serviços postais, uma redução de 7% face ao ano anterior, divulgou a empresa esta quarta-feira.

As reclamações totais de serviços postais recebidas pelos CTT caíram 7% em 2018 face a 2017. Em 2018, os CTT receberam, por todos os canais de entrada (‘e-mail’, carta, ‘call center’, presença física nos pontos CTT, livro de reclamação físico e eletrónico) o correspondente a duas reclamações por cada dez mil objetos distribuídos”, avançaram, em comunicado, os Correios.

Os CTT notaram ainda que a informação divulgada pela Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), relativa às reclamações sobre serviços postais, “é parcial, não englobando a totalidade das reclamações recebidas por diversos canais de entrada, mas apenas as recebidas através do livro de reclamações e as diretamente remetidas à Anacom”.

De acordo com os Correios, as reclamações cujo canal de entrada foi o livro de reclamações representaram, em 2018, 11% do total das reclamações relativas ao serviço público universal.

“Mesmo considerando apenas os dados dos livros de reclamações nos termos divulgados esta quarta-feira pela Anacom, o grupo CTT foi o que teve melhor evolução nas reclamações dos operadores em serviços postais”, vincou a empresa.

Os CTT reportam trimestralmente ao regulador as reclamações e pedidos de informação de serviço universal recebidas, por norma, até ao dia 15 de março.

Tendo “por objetivo o esclarecimento cabal que os dados objetivos permitem dar, os CTT entregaram esta quarta-feira à Anacom a respetiva informação, para uma contabilização rigorosa e objetiva da totalidade dos dados relativos ao serviço postal universal”, indicaram os CTT.

Na sessão desta quarta-feira da bolsa, os CTT cederam 0,58% para 3,09 euros.

A Anacom divulgou esta quarta-feira que, entre os casos no setor postal registados no livro de reclamações, “os CTT receberam 20 mil reclamações (87,4% do total do setor postal), o que corresponde a um aumento de 36% face ao ano anterior”.