As vendas de carros caíram 15,1% nos caso dos motores a gasóleo e subiram 38,3% para os motores a gasolina e 256,3% para veículos elétricos em janeiro de 2019, por comparação a janeiro de 2018, noticiou o Jornal de Negócios, citando os dados da Associação Automóvel de Portugal (ACAP).

Em janeiro, os automóveis a gasolina passaram a representar 46,5% do mercado, os a diesel 43,6% e os a eletricidade 4,1%, mas a proporção nas vendas varia muito de marca para marca. A Peugeot foi a marca mais vendida e 60% foram veículos a gasolina, já a Mercedes, em terceiro lugar, teve 77% das vendas nos carros a diesel.

Portugal acompanhou, no passado mês, a tendência europeia de diminuir a venda de carros a gasóleo e aumentar a gasolina, mas, ainda assim, em 2018 Portugal continuava a ser o segundo país europeu com maior proporção de venda de carros a diesel.  O Governo não tem planos para acabar com os carros a diesel, mas o ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes, alertou em janeiro que os carros a gasóleo tinham os dias contados.

Os carros elétricos também viram um aumento das vendas em janeiro, representando 4% do mercado, noticiou o Jornal de Notícias. Mais, durante o ano de 2018, o número de veículos elétricos duplicou, chegando aos 7.771.

Dos 4.073 vendidos em 2018, 1.170 foram financiados pelo Fundo Ambiental, num total de 2,6 milhões de euros (2.250 euros para cada automóvel), noticiou o Público. A partir deste ano, a compra de veículos elétricos só será apoiada pelo Estado se o valor do veículo for inferior a 60 mil euros, disse o Público citando novas regras que serão publicadas esta semana pelo Ministério do Ambiente e da Transição Energética. Para o Governo, quem compra um carro deste valor consegue comprá-lo com ou sem apoio.

O Fundo Ambiental de apoio à aquisição de veículos elétricos também contempla motociclos/ciclomotores e, a partir deste ano, bicicletas elétricas.