Rússia

Putin admite hipótese de a Rússia se desconectar da internet global

O Presidente russo defendeu que o país deve investir na área do digital. Vladimir Putin admitiu mesmo a possibilidade de a Rússia vir a deixar a internet global e criar o seu próprio sistema.

Vladimir Putin fez o primeiro discurso do Estado da Nação desde que foi re-eleito em março 2018 para um quarto mandato

ANATOLY MALTSEV/EPA

Autores
  • Agência Lusa

O Presidente russo, Vladimir Putin, admitiu esta quarta-feira a possibilidade de a Rússia deixar de estar conectada globalmente na internet, se houver ameaças externas à segurança nacional.

No final do discurso anual do estado da nação, no Parlamento russo, em declarações aos jornalistas, Putin admitiu avançar com a medida, referindo que as consequências serão sobretudo políticas e económicas e reconhecendo que terão impacto nos serviços secretos dos outros países.

O Presidente russo defendeu que o país deve fazer investimentos na área do digital e promover mais investimentos. “Trata-se de uma das principais áreas de desenvolvimento do mundo”, justificou. Embora reconhecendo que a solução de desligar o país do mundo global pode ter consequências, Putin adiantou aos jornalistas que é uma hipótese que está mesmo em cima da mesa. Para o Chefe de Estado, o importante é reforçar a soberania do país.

Quanto mais soberania, incluindo em território digital, melhor”, sublinhou o Presidente russo.

No discurso anual sobre o estado da nação, Vladimir Putin assegurou que os russos vão sentir já este ano melhorias no nível de vida e anunciou que uma das próximas medidas que vai tomar será o aumento dos pagamentos sociais para apoiar as famílias jovens.

O Presidente russo prometeu ainda reduções fiscais, taxas de hipoteca mais baixas e subsídios de moradia para famílias com vários filhos.

O líder russo enfatizou ainda a necessidade de combater a pobreza, dizendo que 19 milhões dos cerca de 147 milhões de habitantes da Rússia vivem abaixo da linha oficial da pobreza, atualmente o equivalente a cerca de 160 dólares (141 euros) por mês.

O discurso do Presidente russo aos parlamentares russos foi o primeiro desde a sua reeleição em março de 2018, para um quarto mandato que termina em 2024 e que deve ser seu último de acordo com a Constituição.

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