Brexit

Costa entende que o verdadeiro bloqueio do Reino Unido é a sua incapacidade

O Primeiro Ministro fala de um dificuldade em definir uma linha "coerente, clara e sustentada". Vê o Brexit como um exemplo de como é mais fácil unir 27 países do que encontrar consenso no RU.

Ricardo CasteloNfactos/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O primeiro-ministro considerou sexta-feira que o “verdadeiro bloqueio” ao acordo de saída do Reino Unido da União Europeia (UE) não é o bloco comunitário, mas a sua incapacidade interna em definir uma linha “coerente, clara e sustentada”. “O `Brexit´ tem sido um excelente e surpreendente exemplo demonstrando ter sido mais fácil unir os 27 [estados-membros] em torno de uma posição negocial comum do que criar unidade interna no Reino Unido contra aquilo que pretendem negociar na União Europeia”, referiu António Costa no encerramento da conferência “A Europa e o Presente”, organizada pelo jornal Público, no Porto.

O “verdadeiro bloqueio” ao `Brexit´ não resulta da UE, mas da incapacidade interna do Reino Unido, sublinhou. Na sua opinião, muitos do que imaginam que fora da União Europeia, por mais fortes e grandes que sejam, podem ser mais fortes e ter maior capacidade de influência global estão “profundamente errados”.

O primeiro-ministro salientou ainda que a UE é uma “mais-valia” que merece ser defendida. O `Brexit´ permitiu demonstrar que os que sonhavam com a “libertação” do Reino Unido da UE devolvendo outra vez o `the global England´ para o mundo confrontaram-se com a capacidade que os 26 estados-membros foram capazes de dar o suporte à Irlanda na negociação de uma questão decisiva entre a Irlanda e parte dos defensores do Reino Unido para evitar uma `hard border´ [fronteira muito controlada] entre a República da Irlanda e a Irlanda do Norte”, acrescentou. Se a Irlanda estivesse fora da União Europeia teria defendido melhor a sua fronteira neste debate com o Reino Unido do que dentro da União e o Reino Unido teria obtido melhores resultados dentro ou fora da UE, questionou.

António Costa defendeu ainda que as próximas eleições europeias são importantes para o futuro da Europa porque a Europa está ameaçada e merece ser defendida, havendo a possibilidade para o voto condicionar a resolução dos problemas que tem pela frente. “É uma boa ocasião para todos compreenderem como temos de estar focados no futuro”, sublinhou.

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