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Ciclone Idai: Presidente de Moçambique admite que pode haver mil mortos

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Filipe Nyusi diz que Moçambique está a sofrer uma catástrofe. Ciclone Idai já provocou 84 mortos, mas presidente admite que pode haver mil óbitos e mais de cem mil pessoas em risco de vida.

O ciclone deixou um rasto de destruição em Moçambique, Zimbabué e Malaui.

ANDRÉ CATUEIRA/LUSA

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  • Agência Lusa

“Um verdadeiro desastre humanitário” em Moçambique. O presidente moçambicano alertou nesta segunda-feira que o número de mortos provocados pelo ciclone Idai pode aumentar para os mil mortos.

Em conferência de imprensa, Filipe Nyusi disse que o país está a atravessar uma verdadeira catástrofe. “Formalmente há registo acima de 84 óbitos, mas tudo indica que poderemos registar mais de mil óbitos”, declarou o chefe de Estado. Nyusi avançou ainda que “mais de 100 mil pessoas correm perigo de vida”.

[Idai deixa rasto de destruição. Mais de 80 mortos só em Moçambique]

O ciclone atingiu a cidade da Beira, uma das maiores de Moçambique. A tempestade deixou ainda um rasto de destruição no Zimbabué e no Malaui.

Avião com ajuda humanitária a caminho do país

Um avião com ajuda alimentar da ONU desembarcou no domingo na cidade da Beira, centro de Moçambique, para o apoio às vítimas do ciclone Idai, disse esta segunda-feira à Lusa a representante do Programa Alimentar Mundial (PAM) em Moçambique.

Karin Manente adiantou que a aeronave chegou à Beira com 22 toneladas de biscoitos enriquecidos para alimentar 22 mil pessoas durante os próximos três dias.

Os alimentos começaram a ser distribuídos hoje pelos necessitados, tendo sido transportados de helicóptero para os distritos de Nhamatanda e Dondo, província de Sofala, Nicoadala, província da Zambézia, e algumas zonas da província de Tete.

“Carregamentos deste tipo haverá mais, à medida que as condições logísticas o permitirem”, declarou Karin Manente.

O avião com ajuda humanitária para as vítimas do ciclone Idai partiu de Dubai, onde as Nações Unidas possuem um grande depósito de alimentos para acorrer a situações de emergência no mundo.

Um balanço divulgado hoje pelo Instituto Nacional de Gestão de Calamidades Naturais (INGC) refere a morte de 69 pessoas vítimas do ciclone Idai na cidade da Beira e mais de 1.400 pessoas feridos.

O temporal desalojou milhares de pessoas, obrigando à abertura de 28 centros de acomodação, 18 na capital provincial e 10 no distrito de Dondo e poderá ser criado um na província de Manica.

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, sobrevoou de helicóptero, no domingo, a região alagada após a passagem do ciclone Idai pelo centro de Moçambique e apelou ao salvamento da população que ficou isolada.

O chefe de Estado encurtou no sábado uma visita oficial a Essuatíni (antiga Suazilândia) e viajou diretamente para a cidade da Beira, cujo aeroporto voltou no domingo a receber voos domésticos.

Nyusi destacou membros do Governo para a capital provincial, que está parcialmente destruída, por forma a agilizarem um balanço que permita tomar decisões quanto ao apoio humanitário na reunião de terça-feira do Conselho de Ministros.

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